20 de jun de 2014

Atrapalhando sua mediunidade

Quando adentramos no mundo da Umbanda, aos poucos entendemos como funciona os dons mediúnicos que se manifestam em nossa religião. É conhecido por todos algumas das mais “populares” mediunidades que dentro da Umbanda podemos destacar: Incorporação, Clarividência, Audiovidência, Intuição, Psicografia, entre outras.

Ao exercer essas mediunidades dentro de um Templo de Umbanda, estamos entrando em contato
com Deus, nossos Orixás, e Guias Espirituais, e por muitas vezes, sentimos e vemos a cura ou a ajuda dada a aquele que vem buscá-la através de nós médiuns, porém alguns se esquecem que somos instrumentos e não donos de um poder mágico.

No decorrer do desenvolvimento dos dons mediúnicos, percebemos que muitos médiuns se envolvem em alguns sentimentos que atrapalham, paralisam e até momentaneamente cessam a sua mediunidade, como é o caso da inveja, da soberba, do ciúmes, entre outros.

Infelizmente existem alguns irmãos que estão mais preocupados com a mediunidade alheia do que a sua, ficam espiando se o guia alheio faz mais milagres que o “seu”, se é mais poderoso que o seu, e de tudo faz para mostrar que seu guia pode mais, que é o maioral. Alguns outros irmãos se sentem os donos da verdade e do poder, a ponto de sentirem-se superiores a outros irmãos de corrente, assim se portando com orgulho, vaidade e dono do julgamento do que é certo ou errado.

Dentro desses dois casos, podemos ver pessoas que dia a mais ou dia a menos, irão se perder em sua mediunidade. Sabemos que a evolução de nossa mediunidade e de sua abertura, depende sim de nosso comportamento, de nossa conduta e merecimento, e o quanto mais estivermos equilibrados, vibrando bons pensamentos e boas energias, estaremos sendo bons instrumentos de Deus.

Somos um canal, um meio, e sabendo disso, com o acumulo de brigas, vaidade, inveja, estaremos diminuindo o tamanho deste canal e a “mensagem” a ser transmitida para ajuda, começa a ficar precária e dual, a ponto de interferências do próprio médium em questão.

Não estou dizendo que devemos ser santos, ou pessoas perfeitas, mas sim médiuns de Umbanda, convictos de sua missão, valores e postura dentro de um Templo que é sagrado.

Devemos sim nos observarmos, nos analisarmos, mas não de uma maneira cruel, e sim de uma maneira segura e equilibrada e acima de tudo racional.

Aos médiuns que se perderam dentro desses sentimentos, e suas mediunidades começaram a “falhar” e tida como duvidosa ao longo do tempo, este é o momento de reflexão, de meditação e principalmente de recomeço, pois nada está perdido e todos nós estamos buscando a evolução, não importando o tempo que isso levar.