1 de mai de 2014

Espiritismo: Fé - Parte III

357 - É justa a preocupação dominante em muitos estudiosos do Espiritismo, pelas revelações do plano superior, a título de enriquecimento da fé?

Toda curiosidade sadia é natural. O homem, no entanto, deve compreender que a solução desses problemas lhe chegará naturalmente, depois de resolvida a sua situação de devedor ante os seus semelhantes, fazendo-se, então, credor das revelações divinas.

358 - Para os espíritos desencarnados, que já adquiriram muitos valores em matéria de fé, qual o melhor bem da vida humana?

A vida humana, nas suas características de trabalho pela redenção espiritual, apresenta muitos bens preciosos aos nossos olhos, na seqüência das lutas, esforços e sacrifícios de cada espírito. Para nós outros, porém, o tesouro maior da
existência terrestre reside na consciência reta e pura, iluminada pela fé e edificada no cumprimento de todos os deveres mais elevados.

359 - Nas cogitações da fé, o Espirito encarnado deve restringir suas divagações ao limite necessário às suas experiências na Terra?

Pelo menos, é justo que somente cogite das expressões transcendentes ao seu meio, depois de realizar todo o esforço de iluminação que o mundo lhe pode proporcionar nos seus processos de depuração e aperfeiçoamento.

360 - Qual deve ser a ação do espiritista em face dos dogmas religiosos?

Os novos discípulos do Evangelho devem compreender que os dogmas passaram. E as religiões literalistas, que os construíram, sempre o fizeram simplesmente em obediência a disposições políticas, no governo das massas.

Dentro das novas expressões evolutivas, porém, os espiritistas devem evitar as expressões dogmáticas, compreendendo que a Doutrina é progressiva, esquivando-se a qualquer pretensão de infalibilidade, em face da grandeza inultrapassável do Evangelho.


Por: Emmanuel - Médium: Francisco Cândido Xavier
Fonte: O Consolador - 26ª Edição - FEB