21 de mar de 2014

Quem tem medo de DEMANDA?

Certa vez escrevi que: “A Umbanda é predadora natural da Magia ‘Negra’” e cada vez estou mais convencido deste fato e desta verdade. Claro que a Umbanda não se resume em apenas combater, anular e cortar ações mágicas trevosas. No entanto, o campo de atuação mágica dentro da Umbanda é simples, funcional e direto. Vemos os guias de Umbanda cortando magias tenebrosas apenas com alguns elementos naturais.

Na Umbanda, existe um conjunto de recursos mágicos como ervas, pedras, bebidas, flores, fumo e pemba, entre outros elementos. Muitas vezes, o médium vai retirando estes elementos do ritual com a ideia de que assim está colaborando para a evolução de seus guias. Esta é a ideia de que espíritos não precisam de elementos para trabalhar, “fazer a caridade” e que o fumo e a bebida, por exemplo, seriam um atraso espiritual por se caracterizar como vício.

Pois bem, realmente os espíritos evoluídos não têm a necessidade, apego pessoal, de elementos e nem o vício, mas eles podem e devem se utilizar destes elementos como recursos para criar um ambiente, para realizar seu ritual e para manipular forças, poderes e mistérios que estão contidos ou relacionados com estes elementos. Assim, nós trabalhamos na Umbanda com espíritos que usam nomes simbólicos e trabalham por meio de rituais e simbolismo mágico. Dentro desta realidade, tendo por premissa que a Umbanda é Sagrada e Divina, toda a ação mágica de Umbanda se volta para a cura e o bem estar de médiuns e consulentes. 
Após uma demanda, uma ação mágica negativa em suas vidas, muitos médiuns passam a se interessar pela Magia Divina e Positiva, depois de um estrago, muitos se dão conta da importância dos elementos mágicos de Umbanda. É triste, mas muitos só aprendem na dor, pois na dor descemos do salto, na dor nos tonamos mais humildes, na dor acaba toda a nossa arrogância, soberba e empáfia. Na dor se julga menos e se aceita mais a verdade do outro. Que bom seria se todos pudessem aprender com o Amor!

Muitos umbandistas ainda têm medo de Magia Negativa, medo de Demanda, porque eles sabem que existe, mas não sabem como cortar, desfazer e neutralizar sua ação. Então falta algo a ser aprendido. Umbandista com medo de magia é como espírita com medo de espíritos, ou budista que não sabe meditar. Falta entender, aprender e praticar Magia Divina. Pai Rubens Saraceni conta que, antes de aprender Magia Divina com seus mentores, ele mesmo parecia um “garçom de exu”, todos os dias tinha trabalhos para cortar e sempre ia resolvê-los por meio de oferendas para diversas linhas de esquerda. Ainda assim, ele sabia como resolver, não é mesmo? Eu, quando conheci Pai Rubens Saraceni, não sabia cortar demandas, nem por meio de oferendas para as linhas de esquerda.

Hoje temos muitos recursos abertos ao plano material por Rubens Saraceni. Entre eles, está a Magia do Fogo (Magia Divina das Sete Chamas Sagradas), que foi o primeiro grau de Magia Divina aberto para todos. Nesta Magia Divina se aprende a correta utilização da pemba, das velas, das cores, dos símbolos e sua relação com os Tronos de Deus, Divindades, nossos Orixás. Trabalhando com pontos riscados e outros espaços mágicos inscritos com escrita mágica, como “mandalas” e “cabalas”.

Se você ainda tem medo de demanda, se ainda sofre o choque violento de cada demanda que chega, se você observa como muda seu humor ou sua saúde com estes embates com as trevas, está na hora de estudar e aprender Magia Divina.

Não importa o que fizeram ou como fizeram a Magia Negativa, importa que o que se faz por magia negativa, por magia divina pode ser desfeito. O que um homem faz, outro desfaz e ninguém pode mais do que Deus. E, na maioria das vezes, ao desfazer uma Magia Negativa, a lei do retorno age sozinha, devolvendo a quem fez e a quem mandou fazer o seu próprio veneno. Aprenda, estude e pratique Magia Divina. 

Observação: “Magia Negra” é o que tecnicamente deveríamos chamar de “Magia Negativa”, por conta de que “Negro” é raça. Com o tempo, esperamos colaborar para que a palavra “Negro” seja desassociada do que é Negativo.


Por: Alexandre Cumino