8 de jan de 2014

Umbanda e influências religiosas indígenas, negras e brancas - lll parte

igualdade, racial, religiosa, credo, sexo, respeito, diferenças, umbandaPERGUNTA: Alguns "umbandistas" acusam-vos de serdes demasiadamente eletivo, complicando o que é simples, "misturando" conceitos de apometria, teosofia, hinduismo, maçonaria e rosacrucianismo, em vossos recentes ensinamentos sobre a umbanda. Quais vossas considerações sobre isso?


RAMATÍS: Se residis num apartamento em que cada uma das janelas é feita de um material específico e pintada com uma cor distinta, vosso endereço deixará de ser o mesmo dos demais moradores do prédio? Obviamente as opiniões estandardizadas de alguns prosélitos, quando contrariados em seu ideal de umbanda, podem confundir o que é eletivo com o ser elitista.


Sem dúvida, muitos irmãos encarnados que se dizem umbandistas se mostram refratários à diversidade, querendo impor verdades em meio a diferenças, apontando para todos os lados o que é ou não umbanda, indicando qual espírito pertence e qual não pertence a suas hostes, transferindo para o "lado de cá" essa guerra de vaidades veladas. Nossos singelos conhecimentos, transmitidos pela mediunidade intuitiva do atual sensitivo, não ousam impor verdades absolutas, tampouco totalizar a umbanda num elitismo sacerdotal, abstraindo da simplicidade seus usos e costumes, como almejam muitos "magos" e sacerdotes.


O simples conhecimento não significa sabedoria; a sabedoria está na forma como ele é aplicado. Está claro que a busca do saber se efetiva por meio do estudo continuado das verdades cósmicas universais, que independem das doutrinas da Terra, o que vos levará a um comportamento de eleição diante da enorme diversidade de conhecimentos espiritualistas registrados na História e contidos na umbanda.


O "estar" teosofista, maçom, hinduísta, budista, rosacruciano, espírita, umbandista é mero rótulo que fragmenta as leis cósmicas na Terra e separa o homem de sua essência, que é "ser" espírito, iludindo-o com a aparência transitória da personalidade terrena, algemada ao molde da carne. Vibrando na essência permanente da umbanda, do Alto para a Terra, unem-se espíritos de pretos velhos, caboclos, crianças, exus, hindus, árabes, etíopes, chineses, europeus, negros, vermelhos, amarelos e brancos, que se manifestam aos vossos olhos por todas as raças que já pisaram em solo terreno. O que é "permanente" e se fará infinito, como unidade essencial nas diversas formas de exteriorização da umbanda, é o amor e a caridade em nome do Cristo.


PERGUNTA: Para maiores esclarecimentos, para vos comunicardes é necessária a mecânica de incorporação? Além disso, é habitual usardes emissários para transmitir vossas mensagens?


RAMATÍS: Não há necessidade de "incorporação" para ditarmos as mensagens. O acoplamento do corpo astral da entidade comunicante com os chacras do sensitivo, levemente desdobrado, é efetivado durante as consultas na sessão de caridade, ocasião em que necessitamos de enormes quantidades de ectoplasma. Mesmo assim, essa mecânica é feita em conjunto com a irradiação intuitiva, sendo praticamente impossível uma incorporação longa nesses moldes, sob pena de afetar a contextura vibratória dos chacras em seus giros e em suas frequências originais (os espíritos dos caboclos e pais velhos têm vórtices vibratórios mais potentes que o dos médiuns, mesmo impondo enorme rebaixamento para serem sentidos).


Para a escrita, utilizamos o corpo mental e o processo da irradiação intuitiva, em que, por meio do pensamento, envolvemos a mente do sensitivo, e, a partir de então, em estado de inspiração que denota consciência alterada, ele deixa os pensamentos fluírem. Ao mesmo tempo, ele escreve rapidamente, digitando as ideias no teclado do computador, deixando-as fluir com agilidade muito superior àquela que pode ser atingida em estado normal de vigília.


Embora não tenhamos mais um corpo astral, [3] atuamos seguidamente e com desenvoltura no plano astral, por meio dos chamados corpos de ilusão (nos aglutinamos, por nossa força mental, às moléculas astralinas, a fim de formar novos veículos de manifestação, como hindu, caboclo atlante, preto velho ou outra configuração que se fizer necessária, para atuar perante os sensitivos).


Quanto ao atual instrumento de que nos servimos, isso não se faz mais necessário, uma vez que ele percebe nitidamente nossa vibração e nosso magnetismo peculiares, independentemente de quaisquer formas ilusórias. Essa facilidade de recepção se moldou por muitos séculos, entre várias encarnações, com o exercício mediúnico continuado na umbanda, na vida atual, indispensável à sua percepção, para ditar diretamente nosso pensamento. Não é de nossa índole espiritual utilizar emissários, para nossa comunicação com os que estão na Terra. Lamentavelmente, vemos muitos escritos circulando nos meios espiritualistas que são improcedentes.


[notice][3] Para compreender melhor, consultar a obra A Segunda Morte, R. A. Ranieri, publicada pela Editora da Fraternidade.[/notice]


[important]Por: Ramatis/Norberto Peixoto - do livro: A Missão da Umbanda - Editora do Conhecimento
Fonte: Ramatis - Missão de Luz[/important]