7 de jan de 2014

Umbanda e influências religiosas indígenas, negras e brancas - ll parte

caboclo, índio, umbandaPERGUNTA: - Sedes um espírito "famoso" no meio universalista, pelo conjunto de livros psicografados com a inigualável sensibilidade de vosso primeiro médium. Para alguns, o fato de vos servirdes de mais de um sensitivo "desacredita" os novos títulos. Neste momento, em que trazeis importantes conhecimentos sobre a umbanda, alguns espíritas duvidam da veracidade de vossas comunicações por intermédio do atual médium e proíbem vossos livros. Outros, umbandistas, dizem que sedes um "espírito espírita" e que vossos ensinamentos não são de uma entidade "de umbanda". Por que vossos escritos sempre causam tantas polêmicas?


RAMATÍS: - É nosso compromisso com os Maiorais do Espaço, neste início de terceiro milênio, abordar a umbanda em concordância com o atual estado de consciência coletiva, confrontando-a com as práticas mágicas populares, contribuindo humildemente para que a convergência no meio umbandista aconteça sem absorver fundamentos distorcidos e inaceitáveis diante do ideal de caridade. Não nos preocupamos em agradar a todos, nem pretendemos ser unanimidade. Jesus, o Maior dos Maiorais, que nos autoriza a labutar na mediunidade caritativa neste orbe, se pensasse de forma contrária não teria deixado Seu Evangelho libertador. Importa registrar que "nossa" obra não ficou concluída anteriormente por não ser o momento cósmico para esta abordagem da umbanda, como o é agora. Para tal desiderato, tivemos de preparar o atual sensitivo, desde muito antes desta encarnação. É lógico que todo esse esforço proveio do fato de o corpo físico do médium anterior ter se decomposto diante do inexorável transcorrer dos anos, uma vez que, se estivesse"vivo" no escafandro grosseiro, seria o aparelho ideal, pela grande afinidade que nos une; a memória dessa união se perde entre as incontáveis estrelas do Cosmo infinito.


[notice]Para maiores informações quanto à preparação dos médiuns afins com Ramatís, seja quando encarnados, seja no plano astral, é recomendado o livro Haiawatha, o Mestre da Raça Vermelha, de Mariléa de Castro e Roger Feraudy, publicado pela EDITORA DO CONHECIMENTO.[/notice]


Em verdade, a "personificação" do espírito num sensitivo psicógrafo é um mecanismo psicológico de transferência em que o leitor projeta no aparelho mediúnico que recebe as mensagens referências "palpáveis" da espiritualidade benfeitora.


Dado o apego dos homens aos conceitos acomodados na casa mental e uma recorrente indisposição por tudo aquilo que contraria a cartilha doutrinária das religiões definitivas, além das disposições internas caracterizadas pela preguiça de rever opiniões cristalizadas, irretocáveis, há uma ininterrupta vigilância sobre os médiuns quando se trata de nomes "famosos" de espíritos.


Como não conseguem indicar defeitos no conteúdo das comunicações, exaltam as diferenças de estilo, como se o médium intuitivo fosse um robô autômato. Eles preterem a essência pela forma que a transporta.


A dificuldade maior não está no fato de os espíritos encontrarem médiuns que consigam sintonizar com eles e que tenham afinidade com suas idéias. Isso acontece anonimamente, todos os dias, nos inúmeros centros espíritas e terreiros de umbanda. As montanhas a serem transpostas, cheias de pedras no percurso, são os ciúmes velados e as vaidades feridas dos "líderes", doutrinadores famosos, chefes de terreiro e fundadores de centros, que se consideram antigos proprietários dos saberes e dos espíritos, quando não impõem ao "lado de cá" os conteúdos que devem ser ditados. Esses irmãos se esquecem de que na mediunidade o telefone toca "de cima para baixo". Nenhum médium é dono. de espírito, nem os espíritos devem ser proprietários dos médiuns. Todos são livres, e cada orientador espiritual utiliza um, dois ou centenas de sensitivos diferentes; quanto maior sua influência, tanto mais dilatada é sua capacidade mental.


Não por acaso, entidades luminares do Espaço, sabendo da dificuldade de a comunidade terrena aceitar novos sensitivos e já tendo concluído seus compromissos cármicos de transmissão de conhecimentos doutrinários através de médiuns que desencarnaram, preferem o anonimato, pois são menos afeitos a temas polêmicos.


Reportando-nos à sabedoria da Divina Luz, afirmamos que nas hostes umbandistas do Astral superior espíritos "famosos”, da envergadura de Joana de Ângelis, Bezerra de Menezes, Sócrates, Pitágoras, Platão, Saint Germain, Zoroastro, entre tantos outros da Grande Fraternidade Universal, enfeixam-se humildemente "atrás" de mais uma forma ilusória que os iguala, com nomes simbólicos de pretos velhos ou caboclos. Despersonalizam, assim, as referências mundanas dos inseguros humanos, que apegados ao ego inferior, personificam os espíritos em encarnações passadas, como freira, médico, ou filósofo de renome, como se eles estivessem aprisionadas a um único médium, tal qual um casamento indissolúvel. Naturalmente, "nossas" obras, pelo universalismo e convergência entre todas as doutrinas terrícolas, libertam os cidadãos comuns dos conceitos cósmicos, de acordo com sua índole psicológica avessa a dogmas, fazendo-os encontrarem-se com o livre pensador adormecido dentro de si. Obviamente, o universalismo convergente que preconizamos entre todas as doutrinas da Terra, entendendo que as diferenças unem, e não separam, tanto encanta mentes que nos são simpáticas quanto desagrada consciências sectárias.


Assim, qual incansável pescador num rio caudaloso que tira pacientemente os entulhos do anzol, a essência de "nossos" singelos escritos continuará causando polêmica e contrariando os tubarões, "donos da verdade", a fim de retirar o pó das mentes acomodadas e fisgar os pequenos peixes nos mares revoltos, as almas simples levadas pelas correntezas paralisantes das religiões e as doutrinas terrenas que rotulam a forma, excluindo o pensamento e a essência do amor universal.


[important]Por: Ramatis/Norberto Peixoto - do livro: A Missão da Umbanda - Editora do Conhecimento
Fonte: Ramatis - Missão de Luz[/important]