18 de dez de 2013

Carta de Pai João aos Meninos e Meninas Deste Planeta

preto-velho, umbanda, magia, yorimáU M B A N D A É L U Z !
Cartas do Véio João


Kaáyarê: Pai velho, o Sr. Disse que voltava e voltou! Saravá para o Sr.! Sua benção!


Pai João: Jesus já te abençoou menino! Mas leva a benção deste nego matraqueiro que adora uma boa prosa, eh, eh, ! Espírito sério não brinca com coisa séria, e quando promete cumpre, pois há muita responsabilidade no trabalho assumido na Aruanda que é o de trazer mais esclarecimentos aos filhos de terreiro. Diferentemente dos kiumbas galhofeiros, que adoram passar trotes nos encarnados, se passando por esta ou aquela entidade, quando prometem e não cumprem suas promessas, rindo-se com verdadeiro sarcasmo das decepções e desilusões das criaturas desavisadas, que buscam a Umbanda como departamento de escambo, achando que tudo pode ser resolvido com vela, dinheiro e maráfa, em vez de buscarem o verdadeiro conhecimento. Quando ao conversarem com alguma entidade, liguem o desconfiômetro se a dita entidade prometer que vai resolver tudo com despacho sem apelar para a necessidade da reforma íntima e da reeducação moral, que é a porta principal de entrada para as transformações que se fazem imprescindíveis na vida dos filhos de terreiros e filhos encarnados.


Kaáyarê: É Pai Velho, fico triste de ver estas entidades galhofeiras iludir as criaturas quando elas buscam nossa amada Umbanda. Por quê os Guias e protetores permitem que isso aconteça? Isso só ajuda a enlamear o nome do Sagrado.


Pai João: Êta menino cascudo! Esse nego vai te dar carraspana nas orelhas! Leu, estudou, mas ainda não compreendeu? Eh, eh...há muitos sabichões por ai que inflamam suas cabeças de leituras que nada produzem para beneficiar a própria existência, e se perdem em conhecimentos filosóficos que “memorizam” mas não compreendem, causando mais confusão no entendimento alheio. Se arvoram em professores, facilitadores, mediadores,instrutores, quando a própria vida se mostra vazia, nublada, e confusa. Os Guias que trabalham com a egrégora da Umbanda são Entidades Portentosas, que já não possuem mais seus corpos astrais, há muito já deixaram para trás o cascão material, e por afinidade de sintonia aceitaram trabalhar dentro desta linha de evolução consciencial. E como é enorme e grandiosa a tarefa destas Entidades sublimes, Eles necessitam de mediadores que são os “Protetores”, espíritos que estão em vias de perderem seus corpos astrais, estão se desligando das injunções da matéria, e que muitas vezes ainda reencarnam para cumprir missão, nunca para resgatar, são almas mais chegadas á Eles por vibração e que se situam no astral superior dentro do perímetro áurico dos Guias, recebendo Deles ordens e serviços, e suas atribuições são “mediar” entre a vontade dos Guias e as necessidades dos filhos de terreiros. Estas Entidades, os Protetores, estão estagiando junto á seus superiores para futuramente se tornarem Guias, pois tudo se renova na casa de Nosso Pai, não é mesmo? Eh, eh, eh...e sendo Eles portanto Entidades de alto nível não podem ser irresponsáveis, pois enquanto no mundo os homens se promovem e se projetam através da ganância, da ambição dos interesses rasteiros e da corrupção, neste lado da vida as almas são promovidas pela competência, sabedoria e amor ao próximo.


Eles jamais permitem que entidades mulambas, kiumbas e galhofeiras se introduzam no interior dos círculos místicos das correntes de Umbanda.


Quando isso acontece, é porque a dita casa não obedece os preceitos sagrados da doutrina que professa, e com certeza há muito os Guias e protetores se afastaram de seus antigos protegidos para lhes ensinar alguma lição. Daí, sem a aura luminosa destas Entidades, a porta está aberta para as trevas fazerem dela seu palco de elucubrações hilariantes, estimulando a vaidade, o egocentrismo, a sensualidade e a avareza nos filhos de correntes e nos chefes de terreiros que se deixaram a fundar no consumismo tolo das paixões e dos instintos animalizados.


Há “Umbanda” e “umbanda” menino! Uma casa séria, onde todos os filhos são conscientes da necessidade da reforma íntima, da reeducação moral, e que aliado a isso sentem verdadeiro prazer pelo estudo das obras sagradas e livros espiritualistas, de cunho universalista, e se esforçam no sentido de darem o melhor de si em favor da coletividade, sufocando seus desejos e superando seus vícios, jamais poderá ter no interior de seu círculo místico de corrente umbandística estas almas indesejadas.


Os irmãos Exus de Lei, que trabalham sob as ordens de Ogum Megê, com seu verdadeiro exército de policiais do astral,estão vinte e quatro horas de prontidão na proteção das casas, não permitindo jamais que estes irmãozinhos infelizes tenham sucesso nas suas incursões pelos terreiros.


Os Exus Guardiães estendem um perímetro de muitos metros, circulando a casa e por esse circulo ninguém passa sem ter ordens dos Protetores,e não é um círculo qualquer não, menino; é um verdadeiro globo de cor vileta e dourado, semelhante a uma bolha de sabão, só que de matéria etérica, deixando a casa em seu centro protegida por cima, por baixo e ambos os lados...e a parte de baixo, que se estende por muitos metros em direção ao interior da terra é protegida pela falange do nosso Guardião Sr. Exu Caveira,Poderoso Mago Branco, que desprezou sua permanência nas regiões superiores para permanecer trabalhando nas regiões trevosas, auxiliando com seu profundo conhecimento magístico na intermediação das sombras para as trevas.


Vê, menino! Umbanda não é brincadeira, é coisa séria!


Abençoado o dirigente de terreiro que possui o conhecimento de tudo isso, que se passa invisível aos olhos comuns e á visão profana! Abençoada a corrente de filhos de fé que procuram conhecer estas verdades, e á respeitam!


Uma multidão de Entidades, de vários graus se mobilizam no astral, a fim de, com sua boa vontade, auxiliar os filhos de fé em seus trabalhos de caridade. Ali, Caboclos se postam em guarda, com suas feições sérias e responsáveis, observando tudo que ocorre á sua volta, e garantindo a segurança no interior do templo, mais além os Exus com suas lanças e espadas energéticas, penetram com seus olhos agudos o que acontece em toda parte sem deixar escapar nada, acolá índios vem e vão carregando macas, trazendo e levando espíritos enfermos para as colônias socorristas nas adjacências do orbe terráqueo, amparando e socorrendo irmãos desencarnados que choram e gemem; mais adiante vem os falangeiros de Ogum trazendo em seus braços fortes os marginais do astral, os obsessores,auxiliados pelos Exus espadados, para serem esclarecidos, orientados e posteriormente presos nas cadeias do astral; mais adiante Formosas Entidades que trabalham na linha de Xangô, de Yemanjá, de Oxum, de Oxoce,oferecem a cobertura necessária e imprescindível no interior do templo, para que ao médiuns possam trabalhar em harmonia com suas Entidades, sejam elas Pretos-velhos, Ibejis, Índios, Hindus, Franciscanos, Ciganos ou médicos do astral, garantindo o sucesso das intervenções medianímicas! Enquanto tudo isso ocorre, elevam-se as vozes no terreiro, com pontos cantados e estalar de dedos, a fumaça do charuto a evolar-se pelo espaço, as emanações fluídicas quintessenciadas pelos mentores em comunhão com as vibrações dos aparelhos mediúnicos, e os odores sempre vivos das ervas e incensos, dispersando e desintegrando as larvas, os parasitas e as energias deletérias, enquanto do mais Alto, a Corrente das Santas Almas do Cruzeiro que trabalham na linha de Oxalá enviam tenuíssimos fios de luz, de amor e compaixão, abençoando todos os trabalhadores, encarnados e desencarnados sob as bênçãos de Urubatão da Guia! – É meu menino, se o mal é grande maior ainda é o amor de Nosso Pai Oxalá!, O mal ainda está arraigado no coração dos homens, mesmo depois de dois mil anos de pregação do “amai-vos uns aos outros”...e enquanto as almas reincidem no mal que lhes apraz, Nosso Senhor Jesus, Nosso Abençoado Oxalá insiste no chamado aos corações dos homens,e a Umbanda esta nesta luta gigantesca, acariciando o desejo de ver os muitos filhos, que foram chamados á colaborar nesta seara bendita, não desistam de seus votos feitos antes do reencarne, pois “não são os filhos que escolhem a Umbanda, é a Umbanda que escolhe os filhos;” são as afinidades milenares, as vibrações simpáticas alimentadas nos corações e que ainda persistem, apesar dos séculos, abraçando as almas que se amam e que vivenciaram numa experiência já distante os laços da amizade, que com Jesus não se perdem jamais!


Saravá, menino! Pai Velho vai embora, a sineta do céu bateu, ta tocando, Oxalá já diz que é hora! eh...eh...eh…não fica triste, veio volta, veio tem muito ainda pra prosear com suncê...eh...eh...eh...


Kaáyarê: Abenção Pai velho, obrigado, muito obrigado, estou emocionado, meu coração é só gratidão...


Pai João: Oxalá já te abençoou, mas este nego te abençoa em nome Dele,e de nossa Umbanda, Sarava!


Salve as Falanges de Pai João. Adorei as Almas! Saravá aos Pretos Velhos.


Fonte: Espiritualizando com a Umbanda