19 de set de 2013

Repercussão vibratória

chacras, orixás, vibração, médium, corposNas lides com o plano astral, o medianeiro é muito exigido. O trabalho de caridade, medianímico, aos irmãos do lado de cá, não se resume ao curto período em que ficais no centro espírita. Como estamos numa dimensão espaço-temporal diferente da vossa, se faz difícil exprimir em palavras que permitam a plena compreensão no campo da forma e do tempo em que estais inseridos.


Um irmão sofredor que teve um desencarne abrupto, acidentalmente, é desperto através de um médium que exsuda os fluidos ectoplásmicos curadores específicos para este fim. Isso decorre da aproximação e do envolvimento áurico e fluídico. Sendo esse trabalho realizado em grupo, após o despertamento, que é como se fosse um choque, esse irmão se acopla para psicofonar através de outro médium, tornando-se possível exteriorizar seus sentimentos, pois a cena do desencarne ficou cristalizada no seu campo mental como se fosse um filme com sensações, que não cessam nunca, repetindo-se ininterruptamente. Nessa comunicação, o irmão se sente como se possuísse um corpo, não tendo ainda noção que desencarnou e que está utilizando uma organização anatomofisiológica emprestada, através da caridade, para se manifestar.


Externados os seus sentimentos, desopilada a situação mental de desequilíbrio, tendo servido o médium como verdadeiro desafogador desses fluidos pesados, podemos nos "aproximar" desse irmão, que poderá nos ver. Então, mostramos-lhe os curativos, esclarecemos que seus órgãos não estão mais decepados e nem tão pouco sangrando e, por isso, as dores foram aliviadas. Será possível repousar, agora, em local apropriado. Quando houver permissão, poderá contar sua história, em oportunidade vindoura, através da fala ou da escrita, e irá para uma estância de refazimento, de acordo com seu merecimento e sua afinidade vibratória energética.


Muitas vezes, um dos médiuns que o atendeu adquire uma espécie de repercussão vibratória, o que é permitido para sua educação e amadurecimento. E como é essa repercussão vibratória? As sensações e as percepções que estavam cristalizadas no campo mental e sensorial do irmão sofredor em verdadeiro estado de dementação, aumentadas, sobremaneira, pelo fato de não ter ele um corpo físico, imantam-se no perispírito do medianeiro, que serve como verdadeiro exaustor, aliviando o irmão em tratamento. Só que essa imantação não repercute no físico imediatamente. O médium fica com uma sensação de mal-estar, que vai aumentando de intensidade, gradativamente, em decorrência de uma força centrípeta até repercutir no corpo físico e chegar-lhe à área consciencial.


Em médiuns de maior sensibilidade perispiritual, é possível ver e sentir toda a cena do desencarne do irmão socorrido durante o sono físico e o despreendimento noturno, em geral até 48 horas depois do trabalho mediúnico, através da clarividência. É como se o médium fosse o ator principal de um filme, vivificando a experiência marcante do desencarne no lugar daquele irmão sofredor.


Vede as nuanças e a complexidade do trabalho de caridade no exercício dos dons mediúnicos! .É uma verdadeira missão. Nesse ínterim, com todo o mal-estar em repercussão, nosso medianeiro tem que manter sua vida normalmente: trabalhar, deslocar-se, assistir sua família, escutar os filhos e aqueles que o procuram, pois a mediunidade sempre está presente. Outras vezes há, em que ainda é solicitado para compor grupo de socorro e incursão no Astral inferior, durante o sono físico, em situações que exigem desdobramentos noturnos. Por isso, a importância do equilíbrio e do discernimento. O médium que não conhece a si mesmo é um estranho lidando com essas variáveis, ocultas aos seus sentidos físicos e imperceptíveis no seu cotidiano. Em todas essas situações, lá estão nossos irmãos menos esclarecidos, em verdadeiros conluios, à espreita de uma desatenção e de uma janela vibratória para influenciá-lo e prejudicá-lo, a fim de que o médium desista do seu desiderato.


A prece é refrigério que desce do Alto, preservando-o ileso nesses momentos. Permitimos com muito amor essas experimentações, pois o médium deve ter luz própria e brilhar no meio das trevas. Não deve, em qualquer dificuldade, correr e apoiar-se nos mentores, como se eles fossem uma bengala eternamente disponível. As mesmas potencialidades que temos no Astral dormitam em vós e, cada vez mais, galgareis os degraus da escada que leva à realização plena como espírito imortal que sois, e o mediunismo nunca cessa em todos os planos, sendo aquisição meritória.


Andai com vossas próprias pernas, em súplica, com fé e confiança, que cada vez mais vos fortalecereis.


Jesus, o maior médium que esteve entre vós, com toda a potencialidade cósmica do Cristo, passou por todas as situações probatórias; no mais das vezes, solitariamente, conforme a programática da sua missão terrena. Teve a tentação dos magos negros, curou chagados, expulsou "demônios", foi humilhado, agredido, negado e, no momento culminante de sua estada na Terra, assumiu para si toda a responsabilidade dos seus atos, aliviando os apóstolos e seus seguidores perante o poder religioso e do Estado romano estabelecidos. Quando estava na cruz, no ápice de seu desencarne, ainda falou: "Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem.


Muita paz e muita luz!


[important]Por: Ramatís/Norberto Peixoto - Do Livro “Chama Crística”  – Editora do Conhecimento
Fonte: Ramatís - Missão de Luz[/important]