12 de set de 2013

Libertemos a doutrina

liberdade, libertação, mudança, desapegoLibertemos a Doutrina do engessamento que os seus equivocados adeptos, amantes do poder, estão tentando lhe impor!


A começar pelos Centros Espíritas aos Órgãos Unificadores, o Espiritismo, para não repetir a trajetória do Cristianismo, descaracterizado em Catolicismo, carece de continuar livre, tal qual foi Codificado por Allan Kardec.


Nele não existe, e nunca deve existir, autoridade religiosa constituída, seja por médiuns ou por dirigentes, que, direta ou indiretamente, evocam para si semelhante condição.


Estamos carecendo de que, nas Casas Espíritas, impere maior fraternidade – legítima, e não aparente! –, maior integração de seus dirigentes com os frequentadores, que, em absoluto, não devem submetê-los às suas ideias e pontos de vista pessoais.


Muitos dirigentes espíritas, autoritários e moralistas, estão conduzindo as suas Instituições com mão de ferro, sem a necessária sensibilidade oriunda do Evangelho para promover o crescimento espiritual do grupo que eles integram.


Conheço dirigentes que, a pretexto de salvaguardar os interesses da Doutrina (os interesses são os deles!), não hesitam em colocar colaboradores para fora, chegando a expulsá-los do Centro.


Raros são os dirigentes que procuram dar exemplos, misturando-se com o grupo nas atividades assistenciais – eles se julgam dispensados de praticar a Caridade! Não mais participam da Campanha do Quilo, não mais auxiliam na confecção da Sopa, não mais se devotam à singela tarefa do Passe, não mais visitam os doentes – transformaram-se em teóricos do Espiritismo, ocupando a tribuna para satisfazer a sua vaidade e personalismo!


O espírita verdadeiro não manda fazer – faz!


O espírita que professa a sua fé com sinceridade tem menos “O Livro dos Espíritos” na cabeça, e mais “O Evangelho Segundo o Espiritismo” no coração!


O espírita consciente sabe que, em verdade, a sua maior necessidade é de renovação íntima – a sua, e não a dos outros!


Estes nossos irmãos, cujo passado fala excessivamente alto no presente, estão causando sérios prejuízos à Doutrina, porque, sem perceberem, atuam como médiuns das Trevas, reduzindo a Doutrina a mais uma religião, neste festival de religiões que conspiram contra a libertação espiritual da criatura encarnada, porque, desde muito, a religião, que foi feita para libertar o pensamento, é o que mais o tem escravizado!


Por ele ser dirigente, não dê valor ao dirigente espírita – dê valor a Doutrina! E valorize o dirigente apenas na condição de um irmão que deve se sentir onerado pela responsabilidade que assumiu.


Por ele ser médium, não dê valor ao médium espírita – dê valor à Mediunidade! E valorize o médium somente na condição de um confrade que deve trabalhar duro para ressarcir pesados débitos do pretérito.


O Movimento Espírita, infelizmente, está repleto de vendilhões! O Espiritismo, para muitos, virou comércio, virou meio de vida, virou profissão – quem não está atrás de dinheiro, está atrás de satisfazer a sua vaidade!


Procurem frequentar os Centros Espíritas mais humildes, localizados nas periferias, nos quais, por vezes, não tem quem faça a leitura de uma simples página de “O Evangelho”, e, de preferência, passem longe de qualquer Órgão que esteja fomentando o elitismo em nosso Movimento.


Eu identifico um espírita da gema quando lhe observo as atitudes, e não quando lhe ouço as palavras!...


[important]Por: Inácio Ferreira
Fonte: Blog do Dr. Inácio[/important]