25 de set de 2013

Exu Cósmico - a coroa da encruzilhada

exu, umbanda, esquerda, malandro, magiaApós a caída ou descida do Ser Espiritual do Reino Virginal ou universo astral, vários desses mesmos Seres Espirituais tornaram-se, através da revolta e insubmissão de que eram possuídos, marginais desgarrados de toda uma sistemática evolutiva. A esses Seres Espirituais foram dadas as zonas internas de todos os planetas similares à Terra, isto é, suas zonas subcrostais. Todos eles eram filhos da revolta, gênios do mal, insubmissos da própria deidade, sendo pois os "filhos do dragão". Muitos deles, quando se libertam das zonas condenadas, começam a orbitar na crosta de vários locus do universo. Logo, começam a se afinizar com vários Seres Espirituais que tornam-se pontes vivas de seus desejos e ações nefastas. Após a transformação (morte no Planeta Terra), os ditos pontes vivas vão engrossar a falange negra do ódio, do despeito e da insubmissão. Assim aconteceu em todos os locus do universo astral. Essa foi uma das formas que a Misericórdia Divina encontrou para reajustar seus filhos desgarrados, atraindo-os para as zonas mais superficiais, ao mesmo tempo que equilibrava e aferia os ditos pontes vivas, que também tornar-se-iam, agora de forma declarada, marginais do universo. Muitas e muitas vezes as hostes do dragão, habitantes das zonas condenadas do universo, até o dia em que se reequilibrarem vibratoriamente, tentarão invadir a superfície cósmica, através das correntes mentais desequilibradas dos ditos marginais do Universo. Mas sempre esbarrarão em verdadeira barreira cósmica, que como guardiã os impede de realizar esse intento. Dessa forma, simplificadamente, é que surgiu no universo astral, em todos os locus, o império das sombras e das trevas, que nada mais são que zonas de desequilíbrio e ignorância em que habitam os agentes da revolta e insubmissão, claro que temporárias, pois SÓ O BEM É ETERNO.


Dissemos que as zonas condenadas do Cosmo tinham verdadeiras barreiras vibratórias e também tinham, é claro, seus donos vibratórios, como Guardiães, enviados dos Orishas Superiores (vide Hierarquia Espiritual). No sistema solar relativo ao planeta Terra, esses 7 Guardiães da Luz para as Sombras, através da misericórdia do Cristo Jesus, arrebanharam vários milhares, milhões de marginais e os colocaram na roda das reencarnações, visando restabelecer-lhes o equilíbrio de há muito perdido. Muitos deles, após reencarnarem dezenas de vezes, recuperaram esse equilíbrio, sendo logo atraídos ou chamados a trabalhar dentro da faixa vibratória afim aos 7 Guardiães da Luz para as Sombras, visando recuperar-se definitivamente perante as Leis Universais. Assim é que, das noites escuras da insubmissão e do erro, surgem no plano astral do planeta Terra, após passarem por verdadeira aurora renovadora e saneadora, atraídos que foram pelos 7 Guardiães da Luz para as Sombras, aqueles que seriam os agentes da justiça ou disciplina kármica — Exu, que firmou as suas 7 Espadas (poder e justiça) nas 7 Encruzilhadas, que são os caminhos de seu reino (os 7 Entrecruzamentos Vibratórios, ou as Linhas de Força, que se entrecruzam). Assim, surgiram no planeta Terra os Exus, legiões de Espíritos na fase de elementares,* isto é, Espíritos em evolução dentro de certas funções kármicas. O karma, como sabemos, tem reajustes e cobranças, essas são feitas pelos Exus, que assim fazendo cooperam para o equilíbrio da Lei, equilibrando também suas próprias necessidades perante essa mesma Lei. Essas legiões de Espíritos ditos elementares (pois são básicos dentro da Lei de Evolução ou da Lei Kármica) se agrupam em falanges, subfalanges, grupos, subgrupos e colunas. Operam, é claro, mais nos serviços terra-a-terra, dentro da justa relação imposta pelo karma coletivo, grupai e individual.


Os Espíritos que coordenam todo esse movimento de plano a plano, além dos seus subplanos da kimbanda, são os cabeças grandes ou cabeças de legião, que são os realmente qualificados como EXUS, uma espécie de polícia de choque que fiscaliza e frena o submundo astral.


Como estamos vendo e ainda veremos, os Exus não são, como muitos querem, Espíritos irresponsáveis, maus, diabólicos ou trevosos. Os verdadeiros maus e trevosos são aqueles a quem eles arrebanham, controlam e frenam. Com isso, não estamos afirmando que Exu só faça o bem, segundo o conceito corrente de bem. Exu, na verdade, está acima do conceito do bem e do mal, porém ligado ao conceito de JUSTIÇA. Assim, o bem e o mal são condições necessárias ao seu próprio aprendizado e equilíbrio perante as Leis Cósmicas. Esses são aspectos que eles enfrentam, quer para um lado, quer para o outro, desde que isso entre na órbita de suas funções kármicas, pois nunca fazem nada por conta própria. São sempre mandados a operar ou intervir em certos reajustes, cobranças, etc. E bom que se entenda que nada se processa de cima para baixo por acaso, como se um reajuste, uma cobrança, ou melhor, uma ação de equilíbrio kármico fosse uma coisa espontânea, sem direção, sem controle, sem Leis Reguladoras. Ora, se há leis e subleis para tudo, como não haveriam de existir os veículos apropriados, nas suas variações de equilíbrio? É dentro dessas condições que operam os Exus; aparentemente prestam-se aos trabalhos de ordem inferior, porém necessários, porque tudo tem seus paralelos e veículos executores.


O Filho de Fé atento deve estar observando que as funções de Exu são de importância vital para o karma coletivo, grupai e individual, não podendo ser Exu, portanto, um Ser Espiritual trevoso, agente do mal. Ao contrário, é ele um Ser Espiritual com responsabilidades definidas perante o contexto da Lei Kármica, executor fiel das ordenações de cima para baixo, emissário executor da luz para as sombras e dessas para as trevas. Exu, até em muitos e muitos casos, é responsável pelo reencarne e desencarne aqui no planeta Terra, técnico que é nesse mister.


O vocábulo Exu é originário da possante Raça Vermelha, surgindo há milhares de anos, no seio dessa poderosa Raça Raiz, em pleno solo brasileiro. No Abanheenga e mesmo no Nheengatu, vamos encontrar o termo Essuiá. Por alterações fonéticas, semânticas e fiiológicas, chegamos ao termo ou vocábulo Essu, que significava o que vinha à frente ou o lado oposto. Sim, ainda hoje, Exu é o agente da magia ou da execução kármica e é o GUARDIÃO DA KIMBANDA ou do LADO OPOSTO.


Claro está que o vocábulo Exu é recente, pois primitivamente era Essuiá. Como Exu tem os mesmos atributos e qualificativos de Essuiá, foi o mesmo preservado no seio da coletividade umbandista e mesmo na cultura africana, em especial a Yoruba.


Assim, procuramos a origem do termo Exu e fomos buscá-la quando os continentes americanos e africanos eram um só, tanto na Lemúria como na Atlântida. É aí, nessa gloriosa civilização, em épocas que se perdem nas noites dos tempos, que encontramos o vocábulo Essuiá ou Essu, como muitas Entidades Espirituais militantes na Corrente Astral de Umbanda vêm afirmando quando têm oportunidade, por intermédio de seus médiuns. Muitos Filhos da Terra, arrivistas, dirão que o vocábulo é de origem africana! Ora, os africanos ocidentais, em especial os nagôs (yorubas), receberam do povo Etíope, que era originário de ramos populacionais da Atlântida, o vocábulo Exud, que já era corruptela de Essu, que os Yorubanos, devido a sua língua tonai, fonetizaram como EXU.


Após esse esclarecimento, seguindo avante em nossos apontamentos, vejamos como o guardião da Luz, no Movimento Umbandista, estruturou a dita Coroa da Encruzilhada. Os 7 Orishas estenderam aos seus Guardiães da Luz para as Sombras o comando das ações, das cobranças e reajustes kármicos. Esses, por sua vez, arrebanharam logo que puderam aqueles que foram marginais do universo, agora regenerados e necessitando de complementação nas suas fichas kármicas e que, após esse complemento ou reajuste, se libertariam da função kármica de atuarem como EXU. Assim, as 7 Entidades ditas Exus Cabeças de Legião são: EXU 7 ENCRUZILHADAS, EXU TRANCA-RUAS, EXU MARABÔ, EXU GIRA-MUNDO, EXU PINGA-FOGO, EXU TIRIRI e EXU POMBA-GIRA. Esses Exus denominados Coroados, formam a Coroa da Encruzilhada


[important]Por: F. Rivas Neto - Do livro:  Umbanda - A Proto-Síntese Cósmica
Fonte: Raios de Luz - Umbanda Esotérica[/important]