21 de ago de 2013

Seis livros vitais na boa formação dos médiuns


226. 1ª O desenvolvimento da mediunidade guarda relação com o desenvolvimento moral dos médiuns?


Não; a faculdade propriamente dita se radica no organismo; independe do moral. O mesmo, porém, não se dá com o seu uso, que pode ser bom, ou mau, conforme as qualidades do médium.



estudo, umbanda, mediunidade, doutrina, médiumToda vez que me perguntam sobre o que recomendar para os médiuns estudarem, eu costumo indicar seis livros que considero essenciais para uma boa formação cultural e doutrinária dos médiuns.


O primeiro deles, como não poderia deixar de ser, é “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec. Todo médium que assume o compromisso de se orientar pelo Espiritismo e pelo Evangelho de Jesus encontrará nesta obra o roteiro básico sobre a experiência prática da mediunidade. A importância maior dessa obra está na conexão entre exercício mediúnico e preparo moral para uso libertador das faculdades sensitivas e medianímicas. Questões básicas são abordadas de forma prática e profunda.


O segundo livro é “Seara dos Médiuns”, de Emmanuell, através de Chico Xavier, que estuda alguns tópicos de “O Livro dos Médiuns”. Contendo textos de reflexão moral, o benfeitor espiritual examina assuntos extremamente valiosos para a conduta cristã dos médiuns. Suas páginas trazem verdadeiros mananciais de luz espiritual para todo médium orientado pelas diretrizes espíritas.


O terceiro livro é “Nos Domínios da Mediunidade”, de André Luiz, também pela mediunidade Chico Xavier. São casos e histórias que envolvem médiuns e mediunidades em um grande aprendizado. Através de enredos diversos, o autor espiritual estuda a mediunidade sob o prisma dos desencarnados, demonstrando o que ocorre na esfera invisível aos olhos físicos. Além deste foco, André Luiz aproxima todas as abordagens da nossa realidade na vida física, ampliando a visão sobre como o mundo espiritual e físico se interpenetram, coexistem e reagem um sobre o outro.


O quarto livro estuda “Nos Domínios da Mediunidade” e se chama “Estudando a Mediunidade”, de Martins Peralva. As anotações do escritor Peralva, com uso de ilustrações, torna fácil e compreensível os apontamentos profundos de André Luiz. Aquelas dúvidas cruciais dos trabalhadores da mediunidade são analisadas com sabedoria, fazendo-nos refletir em ângulos muito interessantes que nos escapam na litura do livro de André Luiz.


O quinto livro é “Imensidão dos Sentidos”, do espírito Hammed, através de Francisco do Espírito Santo Neto. São capítulos de estudo dos sentimentos na vida do médium. Um enfoque da mais vital importância para educação e melhoria de quem lida com as potencialidades mediúnicas. Sem entender o que se passa em sua intimidade o médium terá uma limitação no seu discernimento entre o que lhe pertence e o que vem pela sua mediunidade.


O sexto livro é “Escutando Sentimentos”, de Ermance Dufaux, que estuda o auto-amor em nossas vidas. Sem auto-amor, dificilmente os médiuns conseguirão harmonia e serenidade mental. Somente amando-nos conseguimos nos aceitar e criando um estado mental mais próximo dos espíritos com mais bagagem moral.


O estudo atencioso e reflexivo dessas obras contribuirá em muito para um bom preparo no exercício mediúnico. Sem dúvida, muitas outras boas obras existem e os médiuns nunca deverão parar de estudar e adquirir informações sobre suas faculdades. Quem começar por essas seis, certamente fará um excelente investimento na sua cultura doutrinária.


Vale lembrar que a instrução é apenas o primeiro passo para o emprego digno e cristão da mediunidade, entretanto, junto a isso, os médiuns necessitam de paz interior para avançarem nos resultados de sua prática. Essas obras abençoadas orientam, mas a preparação que elas propõem é o segundo e mais importante passo.


Informação + preparação = transformação.


A informação instrui. A preparação educa. Instrução e educação constituem os alicerces seguros na obtenção de bons frutos no uso dos potenciais mediúnicos. Fique claro que a formação cultural não pode suprir o que somente poderá ser adquirido através da maturidade moral e emocional dos trabalhadores. Essa ressalva é importante porque os cursos e o estudo costumam nos trazer a sensação de auto-suficiência, uma ilusão insuflada pelo orgulho. Em assuntos da mediunidade o que realmente distingue o servidor perante sua tarefa é sua conduta, seu equilíbrio íntimo, pontos estes que definirão suas companhias e o alcance de suas vivências.


Por essa razão os espíritos responderam a Allan Kardec na referência de apoio acima: “O mesmo, porém, não se dá com o seu uso, que pode ser bom, ou mau, conforme as qualidades do médium.”


[important]Por: Wanderley Oliveira
Fonte: Blog Wanderley Oliveira[/important]