15 de ago de 2013

Como encontrar um bom terreiro

caboclo, índio, umbandaIrmãos,


Vamos começar falando, então, para quem ainda não conhece a Umbanda e está com vontade de conhecer e, por ventura, desenvolver sua mediunidade.


O que você deve fazer, em primeiro lugar, é ver se você já conhece alguém que frequente um terreiro. Existem vários tipos de terreiro tocando das mais diversas formas seu ritual e, se você já tem algum tipo de pré-apresentação, isso será ótimo para evitar surpresas desagradáveis. Sim, essas surpresas podem acontecer. Como disse, há diferenças nos ritos e há pessoas que dizem fazer Umbanda para mascarar práticas, digamos, pouco ortodoxas. E, para ser sincero, eu duvido que você não tenha um amigo umbandista, mesmo que as escondidas.


Se você encontrar esse amigo, vá com ele. É uma ótima forma de você não se sentir deslocado e isso facilitará sua vida.


Tendo ou não este amigo, é importante, quando você adentrar em um terreiro pela primeira vez, que você procure algum dos integrantes da casa. Geralmente são as pessoas que estão vestidas de branco. Vá sem vergonha, apresente-se e pergunte como a casa funciona, qual a gira do dia e como você fará para se consultar. É importante que você vá de coração aberto, sem preconceitos e que fique atento aos sentimentos que permearão você. Sentindo-se mal, com um aperto no coração, com vontade de ir embora, simplesmente vá. Aquele lugar não é para você. Se você se sentir bem, continue. Sente-se se houver lugar e observe o que conseguir.


Um terreiro de Umbanda é um lugar onde você encontrará uma série de símbolos, imagens e instrumentos peculiares, como espadas, adagas, lanças. Não se prenda a essas coisas, observe o que você sente. Participe do ritual, bata palmas, cante se conseguir decorar as músicas (que muitas vezes são repetidas várias vezes) e tome seu passe. Depois, quando sair, observe-se.


É sempre importante essa auto observação. Não existem terreiros ruim ou bons, mas existem terreiros que falam ao seu coração ou não. O que falar, é para você, o que não falar, não é.


Existe um exemplo muito bom que costumo dar: Nossa casa trabalha de uma forma e atende as pessoas que se afinam com a forma de trabalho dos médiuns e dos Guias. Temos uma casa irmã, ou seja, uma casa que é nossa parceira, onde nós buscamos auxílio quando necessário e para quem oferecemos auxílio quando necessário. Somos irmãos, somos amigos, mas tocamos Umbandas diferentes e as pessoas que vão nessa casa, os Filhos de São Miguel Arcanjo, provavelmente não se adaptariam à nossa, assim como os nossos assistentes provavelmente não se adaptariam à casa dos Filhos de São Miguel. Isso é saudável e importante para a Umbanda: se todas as casas fossem iguais, não atenderíamos a um número muito grande de pessoas e a caridade, a mensagem, não seria passada.


Outra coisa importante: a Umbanda, a despeito do que possa parecer, não é milagreira. É uma religião que busca trazer o autoconhecimento, a evolução moral e isso depende, sempre, de cada um dos envolvidos. Pode ser que, em um primeiro momento, os Guias até façam algo do gênero com você (tipo adivinhar algo da sua vida, do seu dia), mas isso não é a regra e nem deve ser: falar de um problema é a primeira etapa para resolvê-lo e, se você não quiser falar, o Guia respeitará seu livre arbítrio.


Tento tudo isso em mente, vá para o seu passe. Vá com calma, observe a tudo e observe-se. Como disse, se você não gostou do que viu, não julgue o lugar ou o trabalho realizado, o trabalho só não é para você, mas pode ser que ajude um monte de outras pessoas. Se você gostou, continue frequentando, com calma as coisas acontecerão a você.


Outra coisa importante: não se impressione se um Guia te disser que você é médium. Todos os seres humanos são, isso não é algo diferente, é o comum.


No mais, aproveite a oportunidade!


[important]Por: http://www.artefolk.com.br/
Fonte: Espiritualizando com a Umbanda[/important]