19 de ago de 2013

Chico e as árvores

chico xavier, espiritismo, brasil, amor, psicografiaDias atrás, efetuei uma visita ao confrade Olavo Escobar Borges, um dos baluartes do Espiritismo em Uberaba, recentemente desencarnado.


Abraçamo-nos e, descontraidamente, começamos a conversar.


Após ter cumprido, nos últimos anos, difícil resgate de natureza cármica, Olavo estava feliz e já completamente lúcido.


- Pois é, Doutor – disse-me ele –, eu não esperava pela prova que, praticamente, me tirou de circulação... Sofri aquele aneurisma e fiquei com graves sequelas no campo da memória.


- O espírita não é um privilegiado, não é?! Eu também padeci com um enfisema pulmonar que, durante muitos anos, me reduziu a capacidade respiratória – por vezes, eu me sentia um peixe fora d’água, buscando ar, quase sem encontrá-lo...


E no intuito de consolar a nós dois, acrescentei: - Veja o caso de nosso Chico, que, principalmente nos últimos dez anos no corpo, padeceu tantas limitações... Quem está na Terra, Olavo, não tem como escapar às injunções da vida material – se bem que, entre nós e o Chico, a distância seja mais ou menos a do grão de areia para o Sol...


O companheiro sorriu, confortado, e contou:


- Doutor, o senhor sabe que o Chico, não raro, tinha o hábito de pedir a um amigo que, de quando a quando, o levasse de carro até a um arvoredo próximo à cidade...


- Não! – respondi.


- Quando se sentia mais enfraquecido fisicamente, ou mesmo necessitando de superar esse ou aquele abatimento, ele estimava ir até um pequeno bosque nas imediações de Uberaba... Em lá chegando, ele descia do carro, e se abraçava, de preferência, ao tronco das árvores mais velhas...


Após ligeira pausa, Olavo prosseguiu narrando:


- Ele se abraçava a uma, se abraçava a outra... Acariciava o tronco das árvores, conversava com elas... E saía completamente revigorado!...


- Que coisa! – exclamei. – Fico imaginando se alguém passasse e visse a cena...


- É verdade, Doutor! Mas, ele não se importava... O senhor sabe como era o Chico!


- Olavo, você sabe que quem tinha este hábito de se abraçar as árvores, notadamente ao carvalho, eram os druidas?!...


- O quê?! – redarguiu surpreso o amigo que, durante décadas, fora diretor do Centro Espírita “Adelino de Carvalho”.


- É isto mesmo – esclareci. – Os druidas acreditavam que, pela raiz, a árvore absorvia a energia telúrica da Terra, e que por sua copa frondosa recolhia as emanações do Cosmos...


- Então, a nossa tese de que Chico era Kardec?...


- Confirma-se, meu caro, até mesmo no hábito que, como antigo sacerdote druida, ele tinha de abraçar uma simples árvore! A única diferença é que, como nos arredores de Uberaba não mais havia carvalhos, ele, com certeza, se contentava em abraçar uma mangueira ou um eucalipto mesmo!...


[notice]

Gostaria de deixar claro aqui que nós do Cantinho de Francisco de Assis não temos opinião formada sobre as incarnações passada de Chico Xavier. Não concordamos nem discordamos do dito aqui pelo nosso querido irmão Inácio Ferreira.


Talvez com essa minha afirmativa todos possam estar se perguntando o porque de termos então republicado tal artigo em nossa página.


Ora queridos, publicamos pela natureza! Para demonstrar que Chico tinha a ciência do poder da mesma. Que dispensava seu tempo para recarregar as baterias se valendo das nossas queridas irmãs árvores, que jamais devem ter se feito de rogadas em compartilhar com ele da sua energia.


Salve a natureza!


Paz e bem!


Por: Gérson Floriz Costa Júnior - Médium e dirigente do Cantinho de Francisco de Assis


[/notice]

[important]Por: Inácio Ferreira
Fonte: Blog do Dr. Inácio[/important]