2 de jul de 2013

Sob ataque astral

KiumbaDe uns tempos prá cá, tenho recebido e-mails relatando dificuldades sofridas com “ataques do astral.” Também tenho lido, na net, cada vez mais matérias a respeito do assunto que, infelizmente, está se tornando cada vez mais comum.


Ocorre que realmente a situação vibracional do planeta está cada vez pior. Não é segredo pra ninguém que nosso “lar” está começando a passar por uma profunda transformação deixando de ser um mundo de expiação para ser um de regeneração (kardecismo). E como toda transformação, é dolorida. A queda na vibração do planeta se deve ao imenso incômodo que essa transformação do planeta causa nos espíritos que ainda se comprazem no mal (kiumbas).



Assim na terra como nos ínferos!


Não precisa acreditar no que estou escrevendo com foco no plano astral, basta olhar pela janela e observar a banalização da violência, do sexo, das drogas e de tudo o mais que nos cerca hoje em dia. O respeito pelo próximo está, cada vez mais, se restringindo a pequenos grupos. De um modo geral, o ser humano deixou de se portar como um povo, uma sociedade. Hoje se comporta como um bando. Para reforçar, segundo o hinduísmo estamos passando no momento pela era de Kali Yuga, a “Era de Ferro”, do mergulho total nas ilusões da Matrix, a última etapa da germinação, onde se torna notável a separação do Joio e do Trigo, facilitando assim a “grande colheita”. O “trigo” aprova isso, o “joio” não!


Dentro desse contexto, para se adquirir “um inimigo do lado de lá” não precisa muita coisa; basta fazer o bem! Qualquer instituição social, no nosso caso um terreiro de Umbanda, que faça o bem, seja de forma paliativa através de um transporte ou efetiva, quando consegue promover a mudança de atitude mental de quem quer que seja, vai incomodar o astral inferior. O motivo é bem simples: está tirando o “alimento” dos kiumbas. Então, se seu terreiro “brilha” no plano astral, vai ter inimigos. Só que os kiumbas não têm como atacar diretamente a egrégora do terreiro, é muito pra eles. A forma de atingir o terreiro é atacando seus filhos individualmente! É assim que eles agem. Isso porém, não é novidade; a Umbanda é de fato a religião que combate mais diretamente o astral inferior, só que esse “combate” está aumentando. Numa comparação bem tosca, o “time dos monstros” está perdendo o jogo aos 45 do segundo tempo: é bola na área e ver no que dá!


Daí, hoje lendo a ed.81 do JUCA, novamente encontro uma matéria referente ao assunto intitulada “Ação das trevas em grupos espíritas”. Em certo ponto, cita um trecho do livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu:




Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas.


Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota.


Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…



Este texto é bem providencial para quem “está nesse jogo”. A dica valiosa é conhecer o inimigo e a si mesmo.


Conhecer o inimigo e suas estratégias até que é bem fácil. Basta gostar de ler que tem uma literatura bem vasta, e de várias vertentes, a respeito. Corrigindo, quando falo que é “bem fácil” quero dizer que se trata de um assunto apenas didático, ou seja, pode-se aprender muito apenas lendo; mas lendo muito! O Robson Pinheiro, como exemplo, escreveu Legião, que trata o assunto de uma forma bem legal. Na verdade, quase todos os autores espíritas/espiritualistas já abordaram tal assunto.


Agora vem a parte difícil: Autoconhecimento! Aí não basta apenas ler, embora também precisará ler muito. Nesse ponto também existem várias vertentes para seguir, mas todas elas vão exigir uma boa carga de esforço pessoal e principalmente disciplina! Nós somos bem chatos aqui na Casa do Pai Joaquim, mas é assim: aprenda, estude, observe, respire, corrija-se, trabalhe, medite, escute… Quer se auto-conhecer através da Umbanda? Estude os Orixás. Mas não significa apenas ler algumas lendas e arquétipos e pronto. Cada frase, seja de uma lenda ou arquétipo, merece meses, anos de meditação e de auto-análise. Mas você também pode preferir paralelamente alguma outra filosofia. Nós somos Umbandistas, mas se o Crowley criou uma ordem chamada A.A. e ela pode te ajudar muito a se auto-conhecer, você pode ingressar sem deixar de ser, e praticar, a Umbanda. Você é umbandista, mas pode conhecer e estudar Gandhi, Buda, a Kabbalah e até Einstein que isso só vai te fazer bem.



O que importa é você!


A Umbanda é a Manifestação do Espírito para a Caridade, mas antes de ser uma tarefa exclusiva dos espíritos, é uma tarefa de todos, médiuns e cambonos. E tanto melhor será desempenhada a parte dos Caboclos, Pretos Velhos, Erês… quanto melhores forem seus cavalos (e cambonos).


Então, para continuar praticando a Umbanda em toda sua plenitude, sem sofrer com as inevitáveis investidas dos kiumbas, que sempre vão odiar o seu trabalho, conhece-te a ti mesmo. Eis a validade do estudo. Se auto-conhecer não é tarefa fácil; para alguns é tarefa de uma vida, mas para quem age de acordo com sua Verdadeira Vontade, o sucesso é a única opção. Kiumbas não serão motivo de preocupação. Aquele que sabe exatamente para que veio, se enxerga perfeitamente situado na vida, encontra prazer e felicidade em tudo o que faz, sendo portanto invencível.