19 de jun de 2013

Os excessos cometidos em nome da Umbanda

preto-velho, umbanda, magia, yorimáPergunta: O pai poderia nos falar a respeito dos excessos cometidos dentro de certos terreiros em nome da Umbanda?


Pai Antônio: “Muito bem colocado meu filho quando diz "em nome da Umbanda", mas vale lembrar que "não é Umbanda".


O pai começa essa conversa filho, deixando claro que não desejo com minhas palavras criar um código de conduta dentro da Umbanda, muitos já tentaram e ainda não conseguiram, pois a transformação vem através da conscientização e isso agrada e soa menos invasivo para o pai.


Encontramos hoje muitos terreiros alimentando mais vaidade do que fundamentos ligados a Umbanda e a prática mediúnica. Médiuns que mais se preocupam com o nome de seu guia, ou seja, "Caboclo x, baiano y, Exu tal", pois o nome já cria uma fama.


Médiuns que alimentam a vaidade do "o meu guia é melhor do que o seu" ou ainda "enxergam tudo, desdobram com imensa facilidade, escrevem com maestria", porém não são capazes de sustentar estas façanhas quando se encontram longe dos holofotes da "idolatria" dos que lhes seguem, mais manipulados do que fascinados.


Encontramos ainda estes mesmos médiuns desviando-se em suas "horas vagas", como se isso ocorresse dentro da seara da caridade nos caminhos tortuosos da luxúria que corrompe o ser, dos vícios tantos materiais como morais e, infelizmente, na inércia e na preguiça, fazendo valer o "faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço".


Geralmente filho, encontramos estes mesmos médiuns vítimas de obsessões complexas, tendo a proximidade de espíritos infelizes que alimentam sua falência estimulando suas práticas antidoutrinárias, como muitos assim as chamam.


Mediunidade antes de mais nada, é compromisso com a caridade e esta caridade deve começar com a sua própria mudança, mas, nem todos pensam e agem desta maneira filho e, quem acaba pagando por estes anátemas infantis é a lei de Umbanda que acaba sendo generalizada por quem não conhece os seus fundamentos sagrados.


E por falar em fundamentos, temos os dirigentes ditos Umbandistas. Abrem suas casas com a fachada da caridade, mas na realidade "caridade manipulada e cobrada"


Encontramos vergonhosamente filho, casas "vendendo" os sagrados Orixás na essência pura de Deus, colocando e relacionando os mesmos a custas de humanização sem nenhum fundamento doutrinário. Oferecem trabalhinhos para isso, para aquilo, achando que Umbanda é um mercado, onde procurando um determinado item, você encontra a sessão correspondente ao mesmo.


Comercializam a ilusão das amarrações, demandas, vinganças, mentiras, manipulam vidas ostentando o nome da Umbanda, desrespeitando o propósito dos Caboclo das 7 Encruzilhadas. Se envolvem com filhas de sua casa, fomentam a maledicência e acreditam que depois de tudo isso, pregando a figura do "poder" bem diferente da eficiência de liderança, "dobram" seus filhos na fé.


Já é hora de mudar meus filhos.


Já é hora de desviarmos os ritos exteriores para vivermos a Umbanda em nossos corações


Já é hora de acabarmos com o derramamento de sangue dentro dos terreiros achando que com esta prática se resolve este


Já é hora de acabarmos com o derramamento de sangue dentro dos terreiros achando que com esta prática se resolve este ou aquele problema.


Umbanda é simples de se praticar, nada mais, nada menos, do que manifestar o espírito para a caridade. E caridade sempre vem acompanhada de bom senso. E bom senso se adquire com estudo, com doutrina e, acima de tudo, com fé raciocinada.


Dirigentes não são donos da vida de ninguém meus filhos, são somente seres que mais endividados, recebem a tarefa de conduzir vidas que em época pretérita tenham desviado.


Mediunidade não é "bicho de sete cabeças", pois todos somos médiuns, mas tarefa que deve ser pautada na lei de amor ensinada pelo Cristo e não pela vaidade, pelo egoísmo ou pela sensação de poder.




Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.


Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.


Salmos 1:1-6



Estudem meus filhos, estudem!


A Umbanda é linda, mas precisa de mentes renovadas e não presas em conceitos ultrapassados...Reflitam !


Com a força e a luz de Ogum!


[important]Por: Pai Antônio das Almas - médium: Géro Maita
Fonte: Centro Espiritualista de Umbanda - Esperança[/important]