21 de mai de 2013

"O amor cobre uma multidão de pecados."

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Conforme a primeira epístola de Pedro (I Pedro, 4:8), “o Amor cobre uma multidão de pecados”, podemos resgatar, através da prática do Bem, o mal praticado em outras instâncias.


No Capítulo VI de “O Céu e o Inferno”, o Codificador discorre sobre a não existência de penas eternas. Não há um determinismo inflexível no planejamento reencarnatório. O objetivo do Criador é que cumpramos com sabedoria a sua Lei.


Jesus, em Mateus 9:13, corrobora a citação de Oséias 6:6, quando diz:




Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Pois eu não vim chamar os justos, e, sim, os pecadores ao arrependimento (leia, também, a respeito dessas duas citações bíblicas, a postagem "Reconciliação", neste blog).



Na Obra “Ação e Reação”*, o companheiro de estudos de André Luiz, Hilário, ao interpelar sobre se há um determinismo de ordem absoluta, recebe o esclarecimento do instrutor Sânzio:




Sim, nas esferas primárias da evolução, o determinismo pode ser considerado irresistível. E o mineral obedecendo a leis invariáveis de coesão e o vegetal respondendo, fiel, aos princípios organogênicos, mas, na consciência humana, a razão e a vontade, o conhecimento e o discernimento entram em função nas forças do destino, conferindo ao Espírito as responsabilidades naturais que deve possuir sobre si mesmo. Por isso, embora nos reconheçamos subordinados aos efeitos de nossas próprias ações, não podemos ignorar que o comportamento de cada um de nós, dentro desse determinismo relativo, decorrente de nossa própria conduta, pode significar liberação abreviada ou cativeiro maior, agravo ou melhoria em nossa condição de almas endividadas perante a Lei.



André Luiz questiona se isso se aplica mesmo às piores posições expiatórias, e recebe a orientação:




Como não? – falou o Ministro, generoso – imaginemos um delinquente monstruoso, segregado na penitenciária. Acusado de vários crimes, permanece privado de toda e qualquer liberdade na enxovia comum. Ainda assim, na hipótese de aproveitar o tempo no cárcere, para servir espontaneamente à ordem e ao bem-estar das autoridades e dos companheiros, acatando com humildade e respeito as disposições da lei que o corrige, atitude essa que resulta de seu livre arbítrio para ajudar ou desajudar a si mesmo, a breve tempo esse prisioneiro começa por atrair a simpatia daqueles que o cercam, avançando com segurança para a recuperação de si mesmo.



O esquema abaixo demonstra como uma resolução de melhoria pode afetar um planejamento reencarnatório.


 

[caption id="attachment_2857" align="aligncenter" width="300"]reforma íntima, amor, ações, bem, caridade Clique na imagem para ampliá-la[/caption]

Veja também, neste blog, em relação ao tema, as postagens “Penas ‘Eternas’”, “Pecado — Hamartia — Peccatu”, “A lei de talião”, “Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”, “Tranquilidade no Retorno à Pátria Espiritual” e “Considerações sobre o aborto induzido”.


Bons estudos!


 

[notice]

* XAVIER, Francisco Cândido. “Ação e Reação”. 19ª ed. Rio de Janeiro: RJ, FEB, 1998. Cap. 7.

** XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. “A Vida Escreve”. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1986.

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[important]Por: Carla e Hendrio

Fonte: Lições dos espíritos[/important]