30 de abr de 2013

Vícios anímicos dos médiuns

médium, mediunidade, umbanda, kundalini, passeCertos vícios anímicos propagam-se por vários médiuns, que na fase do seu desenvolvimento os copiaram do médium principal da instituição espírita onde iniciaram seus primeiros passos para o despertamento de sua faculdade. Trata-se, neste caso, de um animismo coletivo, próprio de determinados trabalhos espíritas doutrinários ou mediúnicos ainda incipientes.


Quando os candidatos a médiuns têm a sorte de se colocar sob a direção de outros médiuns estudiosos, sensatos e avessos às fórmulas, aos símbolos, às chaves ou ao fraseado pomposo, eles também desenvolvem sua faculdade sem as excrescências anímicas que tanto obscurecem ou ridicularizam a prática mediúnica.


Há médiuns que, devido ao estudo incessante das obras espíritas e ndagações esclarecedoras, progridem tão rapidamente no primeiro ano do seu exercício mediúnico, que ultrapassam em conhecimentos e experiências aquilo que os seus companheiros comodistas, preguiçosos, displicentes ou sectaristas não conseguem em 20 anos de trabalho. Estes últimos vivem repetindo as comunicações fastidiosas tantas vezes repisadas, usando dos velhos chavões e da eloqüência sentenciosa de sempre, enquanto permanece vazio de qualquer proveito espiritual o conteúdo do que transmitem.


Pensando que o desenvolvimento mediunico se resume na exclusiva operação de "receber" espíritos desencarnados, eles se habituam à mesma chapa mediúnica usada há vários anos, enquanto se cristalizam mim animismo improdutivo, que impede os guias de expor qualquer assunto novo aos encarnados, pela impossibilidade de atravessarem o paredão granítico de um condicionamento tão pobre de recursos intelectivos e de conhecimentos espirituais.


Em face do "tabu" inescrutável, espécie de dogma espírita, de que tudo aquilo que o guia diz ou ensina deve ser observado religiosamente, tal como os fiéis católicos seguem o padre, os médiuns novatos também aceitam cegamente e sem qualquer pesquisa corajosa o que expõe o médium senhor do trabalho, que também pode ensinar tolices à guisa de conceitos de elevada filosofia espiritual. Em conseqüência, em breve surge o animismo coletivo, resultando em cópias fiéis dos mesmos chavões, habituais de aberturas de trabalho, das preleções pomposas, dos cacoetes mediúnicos e os tons de voz dramática e altissonante.


[important]Por: Ramatís - Médium: Hercílio Maes do livro Mediunismo - Editora do Conhecimento
Fonte: Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade[/important]