4 de abr de 2013

Aquele que veste branco

médium, mediunidade, umbanda, kundalini, passeAquele que veste branco tem um coração que bate igual ao seu e ao meu, tem fragilidades iguais as nossas, enfim, é humano.


O seu turno de trabalho é puxado, pois durante o dia executa as tarefas profissionais e depois do expediente exaustivo, dirige-se para a casa espírita a fim de prestar auxílio como médium.


Quando adentramos um templo espiritualista que está voltado para a caridade verdadeira, lá está ele, disposto a doar seus fluídos, seu magnetismo para nos amenizar ao máximo a dor física e psíquica.


Muitos se esquecem de que o médium também tem sentimentos, dúvidas, anseios, medos, fragilidades e limitações como qualquer outra pessoa.


Diante do imediatismo que é consequência da falta de equilíbrio e da ansiedade provinda da necessidade de vermos nossos problemas resolvidos como num passe de mágica, abusamos de sua boa vontade.


Por causa do egoísmo esquecemo-nos de que aquele que veste branco tem família, filhos, um amor, problemas, uma vida, e muitas responsabilidades. Ele também adoece, magoa-se, se aflige, sente cansaço, fome, medo, raiva, alegria, etc.


Cegos e surdos por causa de nossas atribulações, os exigimos demasiadamente com o peditório tolo e descabido, que foge a real necessidade de estarmos nestes ambientes sérios.


Muitas vezes combalidos pela lida difícil por causa da ingratidão e das grosserias de muitos irmãos de caminhada, seguem seu caminho persistentes e fervorosos.


Aquele que veste branco tem uma força incomum, é valente e tem bondade no coração, se destaca das demais criaturas que estão no mundo, e, quer de alguma forma amenizar o sofrimento que é originário da desordem psíquica instalada nas mentes.


Em nossa modesta opinião o médium também pode ser visto como um “médico” que auxiliado pelo seu tutor espiritual é canal vivo por onde passa ainda que reduzida, a Energia Divina.


Suas mãos adestradas, facilmente estendem-se aos doentes, aos miseráveis e aos réprobos.


A mediunidade é um sacerdócio e através dela pode-se “ver” com mais amplitude as dores do mundo, os sofrimentos da humanidade ainda necessitada de reformas urgentes no campo da moral.


Ao médium muitas vezes são reveladas informações que a humanidade ainda não está preparada para saber, ele as carrega consigo solitariamente, observando o mundo por um prisma diferenciado, cuja explicação não faria sentido algum para as pessoas “comuns”.


Vê e alcança dimensões que para muitos não passam de simples fábulas, “fala e sente” como seu guia, quando sob sua vibração.


Ele limpa e cuida dos corpos de seus semelhantes, receita medicamentos, detecta a origem psíquica dos problemas, anima e promove com seus conselhos e orientações a esperança, a calma, reavivando no irmão entristecido a fé, etc.


Costumamos brincar que muitos médiuns no dia a dia, parecem mais “equilibristas de pratos”, daqueles que ficam girando freneticamente sobre varetas!


Cuidadosos e espertos fazem de tudo para que “nenhum prato caia” e haja agilidade!


Ao invés de estarem na companhia de seus amores em locais de lazer descansando e divertindo-se, estão vestidos de branco, munidos de fé e de boa vontade, dispostos a nos amparar como irmãos e amigos.


Estes tarefeiros abençoados na maioria das vezes são ignorados por nós, muitas pessoas acham que médiuns já nascem prontos e que possuem a “chave mestra” a que abre todas as portas. Engana-se quem pensa assim!


Estes irmãos têm sido o nosso elo com os guias espirituais e, podemos dizer que são mais do que isso, são nossos psicólogos, irmãos, pais, mães, amigos, médicos, conselheiros, professores, orientadores e confidentes.


Não nos esqueçamos de que devemos ser gratos a eles, respeita-los e compreende-los mais.


Aquele que veste branco tem uma missão de luz, sua caminhada é difícil, porém Jesus, o divino amigo, os observa com amor.


Ao frequentarmos ambientes onde existam médiuns, passemos a olha-los com amor e a tratá-los com mais deferência, respeitando-os em suas limitações.


Fica aqui nossa singela homenagem, reconhecimento e agradecimento aos nossos irmãos medianeiros.


Muita alegria, paz e harmonia!


[important]Por: Marcos Marchiori e Letícia Gonçalves
Fonte: Missão de Luz[/important]