22 de mar de 2013

MEDIUNIDADE para quem demonstra e assume a Esperança

médium, mediunidade, umbanda, kundalini, passeAxé pessoal! Foram tantos acontecimentos nessas últimas semanas que nem sei sobre o que escrever. Poderia comentar sobre a renúncia do Papa, tragédia em Santa Maria, a força da natureza, carnaval, quaresma… enfim… são tantos assuntos e todos tão relevantes. Porém, entendi que o post anterior – “Valor da Mediunidade” – em que compartilhei saberes e experiências sobre mediunidade e missão espiritual foi importante para muitas pessoas. Assim, creio que o melhor é continuar explanando sobre esses temas que tanto refletem em nós e em nosso futuro.


E por falar em futuro, muitas pessoas não entendem o que realmente significa desenvolver a mediunidade. Alguns acham que é escravidão, outros veem como negócio, troca ou coação, outros ainda, como fatalidade, sina ou vantagem. Acham que não devem obrigações, deveres, respeito, estudo ou dedicação. Acham que simplesmente ‘são’ e que com o tempo e com a mesma simplicidade deixarão de ser. Ledo engano!!!


Mediunidade é um dom divino, é um fenômeno transcendente dado por Deus para que aceleremos nossa evolução espiritual e humana, é uma oportunidade de interagir com dois mundos (com o etéreo e com o material), ou seja, é a capacidade de sentir, perceber e compartilhar com o que está além da matéria e com o que é além do racional ou do cientifico.


A questão é que esse dom divino e essa capacidade de interação com forças sutis e celestiais nos causam certos desconfortos, desajustes e até desequilíbrios em virtude de nossa natural densidade, fato que nos “pede” mudanças de atitudes, educação sensorial, conhecimento do plano espiritual e principalmente, disciplina.


Essas ações e saberes – mudanças de atitudes, educação sensorial, conhecimento do plano espiritual e disciplina – aprendemos e adquirimos no desenvolvimento mediúnico.


Desenvolver a mediunidade é algo fundamental para qualquer médium, porém, é algo que não se consegue sozinho ou em casa, pois as firmezas, sustentações e segurança que um terreiro, centro, casa espírita são próprias e fundamentais para lidar com o universo etéreo. Entendam, o plano espiritual é composto por espíritos bons e elevados, mas também por espíritos doentes, negativos, perdidos… enfim, uma infinidade de possibilidades; portanto, se o ambiente não for propício ou se Forças Divinas não estiverem sustentando e guardando o médium, ele poderá se tornar um brinquedo, um fantoche, um refém nas mãos de espíritos trevosos e até seu colaborador.


Desenvolver a mediunidade significa que a pessoa já se entende e se aceita como médium, e isso quer dizer, que ela reconhece que esse dom influencia seus sentidos, sensações, energias e vibrações, ou seja, sua vida. Assim, o melhor a fazer por si mesmo, é buscar o conhecimento e a educação necessária para não se sentir indefeso, insensível e incapaz diante de situações que envolvem o Além. E vale ressaltar que, sem boa conduta, doutrina e conhecimento, as influências normalmente são negativas, desajustadas e caóticas, ou, se tornam imperceptíveis quando positivas, portanto o médium não consegue captar e absorver as boas vibrações doadas pelas Entidades de Luz.


Reflitam comigo, desenvolver a mediunidade não é algo difícil, porém necessita de dedicação, vontade de melhorar e, principalmente, desejo de construir um futuro mais harmonioso e tranquilo para si e toda sua família. Significa saber distinguir as influências e consequentemente, saber recusar, no caso de negativa e saber receber, no caso de positiva. E, creio que muitos concordam, isso é tudo de bom!


Sei que algumas pessoas dirão que não é fácil dar esse passo, acontecem coisas estranhas, a família não apoia, o medo aflora, o tempo não colabora, as experiências negativas entorpecem novas tentativas, entre tantas outras situações que acabam por perturbar e paralisar. No entanto, com um pouco de conhecimento e discernimento, percebe-se que essas dificuldades são provocadas por espíritos negativos que não querem ver seus “colaboradores” melhorarem ou saírem de suas garras e teias.


Pior ainda, são os sintomas físicos e emocionais que a mediunidade em desarmonia causa e que ininterruptamente se potencializa deixando o médium em total desequilíbrio. Vejam alguns sintomas: Sensação de peso na cabeça, na nuca e ombros; Facilidade em captar energias negativas no local; Nervosismo acentuado (irritação por motivos banais); Insônia, inquietação íntima e desassossego; Calafrios e arrepios constantes no corpo todo ou partes do corpo; Cansaço geral, calor focado (como se estivesse encostando em algo quente); Falta de ânimo para o trabalho, pessimismo; Alternância de humor extremado: tristeza profunda ou excessiva alegria sem razão aparente; Desconfianças generalizadas; Sensações de presenças imateriais como sombras,vultos, vozes e toques.


Eu penso, entendo, creio e sinto que, mais do que uma escolha, desenvolver a mediunidade é uma questão de inteligência, bom senso e capacidade de demonstrar e assumir a esperança que se tem na vida e no futuro.


Isso quer dizer persistência, confiança e muita, muita fé.


Vamos lá pessoal, vamos nos encher de esperança pelo futuro.


Vamos confiar nas Entidades de Luz, em nossos terreiros, centros e casas da mesma forma que confiamos em Deus, da mesma forma que queremos que os outros confiem em nós.


Vamos persistir, tentar, fazer mais, fazer diferente.


Vamos melhorar, fazer o bem e sentir a verdadeira Paz de Espírito.


E para continuar inspirando e firmando o valor da mediunidade, segue mais um texto de J.Edson Orphanake retirado do livro “Umbanda – Perguntas e Respostas”. Espero que gostem e espero vê-los de branco, saravando, sorrindo e transformando a vida.


Axéééé a todos!!!




FÉ E CONFIANÇA


Que advertência ou conselho você daria aos médiuns, principalmente quando fraquejam ante o desenvolvimento ou desempenho da mediunidade?


Preliminarmente, vou lhe contar um caso: um navio cruzava o alto-mar, quando sobreveio forte temporal. O céu escureceu, as águas se agitavam violentamente, o vento forte soprava ameaçador e gigantescas ondas furiosas açoitavam a embarcação, balançando-a perigosamente. O capitão berrava, dando ininterruptas ordens. Marinheiros atordoados corriam de um lado a outro, atarefados, para o navio conseguir aguentar os solavancos. A tempestade descia terrível, castigando a cansada e sofrida tripulação. Um dos marujos desceu para a casa das máquinas e, ao passar pelo camarote do comandante, viu a filha do capitão, menina de oito anos, tranquila e alegre, a brincar com suas bonecas, apesar dos balanços da nave. O marinheiro advertiu-a: “Que é isso, menina, num perigo desses e você brincando…Você não tem medo?… Abrigue-se melhor em outro lugar mais seguro”. A criança, calma e despreocupada, mirou-o e respondeu: “Por que ter medo? Meu pai é comandante do navio!”


O homem admirou a coragem daquela boneca viva e mais calmo e confiante prosseguiu sua tarefa. Pouco depois, a tempestade amainou e o mar voltou à serenidade. Observe o exemplo de confiança dessa garota, que conhecia o valor e a experiência do pai, tanto que sabia que ele resistiria à fúria dos elementos e conduziria o barco a salvo.


Médiuns de Umbanda: Tende fé e confiança em vossos guias. Não vos amedronteis nem vos acovardeis ante o temporal que por ventura se abater sobre vós, há uma fase de desenvolvimento mediúnico ou inicio do aprendizado espiritual e mesmo no desempenho da divina missão mediúnica, nos quais parece que a onda de má sorte conspira contra a paz de vosso equilíbrio existencial. O Pai Supremo é o comandante e ninguém melhor que Ele saberá conduzir-vos ao porto seguro de vossos destinos.


É justamente nas tempestades que se conhece os bons marinheiros, não sobre ondas mansas. Tende fé e certeza, aguentando os “solavancos” da fase negativa, porque, apesar da noite negra e tempestuosa, o sol radiante desponta na manhã seguinte, oferecendo um novo dia de esperança.


Vede os exemplos dos grandes médiuns que souberam transpor os dolorosos obstáculos do caminho e chegaram ao destino mais fortes, mais experientes, mais sábios. Não abandoneis a embarcação segura, atirando-vos ao mar encapelado da dúvida, do abatimento, da deserção, que é mais perigoso. Antes, sede fortes de ânimo e de vontade, sem temer os vendavais cíclicos, eis que os pretos velhos atravessaram o agitado mar da escravidão e hoje cintilam quais estrelas brilhantes no divino e sublime oceano do Comandante Soberano e Eterno.




[important]
Por: Mãe Mônica Caraccio
Fonte: Minha Umbanda[/important]