1 de mar de 2013

Educação e função dos médiuns

médium, mediunidade, umbanda, kundalini, passeNada verdadeiramente importante se adquire sem trabalho. Uma lenta e laboriosa iniciação se impõe aos que buscam os bens superiores. Como todas as coisas, a formação e o exercício da mediunidade encontram dificuldades, bastantes vezes já assinaladas; convém insistirmos nisso, a fim de prevenir os médiuns contra as falsas interpretações, contra as causas de erro e de desanimo. Desde que, por um trabalho preparatório, as faculdades do médium adquirem certa flexibilidade, os resultados que se começam a obter são quase sempre devidos as relações estabelecidas com os elementos inferiores do mundo invisível.


Uma multidão de Espíritos nos cerca, sempre ávidos de se comunicarem com os homens. Essa multidão é sobretudo composta de almas pouco adiantadas, de Espíritos levianos algumas vezes maus, que a densidade de seus próprios fluidos conserva-os presos a Terra. As inteligências elevadas, animadas de nobres aspirações revestidas de fluidos sutis não permanecem escravizadas a nossa atmosfera depois da separação carnal: remontam mais alto a regiões que o seu grau de adiantamento lhes indica. Daí baixam muitas vezes – é certo – para velar pelos seres que lhes são caros; imiscuem-se conosco, mas unicamente para um fim útil e em casos importantes. Donde resulta que os principiantes quase nunca obtém senão comunicações sem valor, respostas chocarreiras, triviais, às vezes inconvenientes, que os impacientam e desanimam.


Noutros casos o médium inexperto recebe pela mesinha ou pelo lápis ditados subscritos por nomes célebres, contendo revelações apócrifas que lhe captam a confiança e o enchem de entusiasmo. O inspirador invisível conhecendo-lhe os lados vulneráveis, lisonjeia lhe o amor-próprio e as opiniões, superexcita lhe a vaidade, cumulando-o de elogios e prometendo-lhe maravilhas. Pouco a pouco o vai desviando de qualquer outra influencia de todo exame esclarecido e o leva a se insular em seus trabalhos. É o começo de uma obsessão, de um domínio exclusivista, que pode conduzir o médium a deploráveis resultados.


Esses perigos foram desde os primórdios do Espiritismo assinalados por Allan Kardec; todos os dias, estamos ainda vendo médiuns deixarem-se levar pelas sugestões de Espíritos embusteiros e serem vitimas de mistificações que os tornam ridículos e vem a recair sobre a causa que eles julgam servir.


[important]Por: Léon Denis - Do livro: “No Invisível”
Fonte: Missão de Luz[/important]