4 de mar de 2013

A vaidade religiosa

 

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Queridos irmãos,


Esta semana instruo meu querido companheiro de trabalho a trazer a todos vocês artigos sobre um tema que é sem dúvida de grande importância para todos nós, encarnados ou não, trabalhadores do Cristo.


A vaidade, e por conseguinte a soberba, são sem dúvida dois dos mais perigosos sentimentos que podem habitar o coração do médiuns trabalhadores, estejam eles atuando na Umbanda, no Kardecismo ou em qualquer outra religião.


Ela pode corromper o coração dos mais bem intencionados irmãos trabalhadores e é necessário que joguemos luz, sem medo de reações adversas, sobre o tema e que analisemos nosso trabalho e como temos nos portado perante o mesmo e nossos irmãos de caminhada.


Não se recintam em comentar os textos aqui expostos a todos durante essa semana. Combatamos a erva daninha antes que ela tome conta de todo o jardim!


Abraços fraternos! Paz e bem!


Por: Pai João de Aruanda - médium Gérson Jr.


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Ramakrishna, um dos maiores avatares que a Humanidade já conheceu, dizia que...



... podem desaparecer gradualmente as vaidades comuns a todos os homens, mas difícil de morrer é a vaidade de um religioso a respeito da sua religiosidade.

Analisando o sábio conceito, observamos, no entanto, que maior vaidade existe no religioso não em relação aos demais religiosos, adeptos de crenças diferentes da que ele professa, mas sim em relação ao seu entendimento dos preceitos doutrinários que abraça, que considera superior ao entendimento de seus próprios irmãos de fé.


Vejamos se conseguimos ser mais claros no que pretendemos dizer.


Por exemplo: até certo ponto, compreende-se a rivalidade entre os adeptos de duas crenças religiosas, em suas interpretações da Verdade, por vezes absolutamente antagônicas uma à outra, através de princípios praticamente inconciliáveis. Como, porém, compreender-se o ódio com o qual, não raro, um espírita se lança contra outro, apenas e tão somente porque, sobre determinado tema, possuem um ângulo de visão um pouco diferente entre si?!


Numa Casa Espírita há quem, frequentemente, discuta – e discuta feio! – por conta do passe, da reunião mediúnica, da tarefa assistencial, cada qual buscando, vaidosamente, a primazia de seu ponto de vista.


No Movimento Espírita, infelizmente, a vaidade campeia, nos deixando profundamente envergonhados e entristecidos conosco mesmos, que falhamos nas mais comezinhas demonstrações de nossa fé.


Debaixo de estranha fascinação, muitos comparecem a essa ou àquela reunião apenas com o propósito de discordar do companheiro que, no fundo, está procurando fazer o melhor ao seu alcance, preocupado com o conteúdo, e não com o rótulo.


Muitos outros, a fim de continuarem vinculados às atividades de seus respectivos grupos, impõem certas condições:


- Tem que ser do meu jeito, ou eu me afasto...


- Eu sou o fundador desta Casa – coloquei muito dinheiro do bolso aqui...


- Sou o mais antigo frequentador e não aceito que passem por cima de minha autoridade...


- Aqui quem toma todas as decisões sou eu – não acato nem a palavra do Guia...


A vaidade de um espírita a respeito de seus conhecimentos, ou pseudoconhecimentos, é muito difícil de morrer, e mesmo quando morre, durante muito tempo, permanece mumificada... Como falou Ramakrishna, é mais fácil que lhe desapareça qualquer outra vaidade comum!


Daí a necessidade de nos empenharmos, com todas as forças do espírito, para que o Espiritismo, em nossas existências, não seja mais um pedestal para as ilusões efêmeras que buscamos, das quais, evidentemente, haveremos de nos arrepender amargamente.


Feliz, pois, do espírita cujo único propósito na Doutrina, a cada dia, já seja o de tão somente servir, incondicionalmente, à Causa do Evangelho Redivivo, sobre o homem velho que resiste em “morrer” dentro de si lançando mais uma pá de cal!...


[important]Por: Inácio Ferreira
Fonte: Mediunidade na Internet - Blog do Dr. Inácio Ferreira[/important]