18 de fev de 2013

Sessões mediúnicas no lar

jesus, oxalá, umbanda, cristo, messiasO que realmente atrai os bons espíritos é a conduta moral e a harmonia psíquica das criaturas; e não os recintos onde sejam realizadas as sessões mediúnicas. Mas não é muito conveniente efetuarem-se trabalhos mediúnicos no ambiente doméstico, salvo as reuniões de estudos evangélicos ou doutrinários espíritas, em intercâmbio com os espíritos benfeitores e esclarecidos. As vibrações da oração e o assunto sublime do Evangelho de Jesus são balsâmicos e confortadores, podendo beneficiar os próprios desencarnados aflitos e perturbadores, que ali compareçam sob o controle das entidades superiores. Os trabalhos mediúnicos liderados pelos temas evangélicos, no recinto doméstico, são do gosto dos espíritos bons, que tudo fazem para manter a harmonia e o entendimento cristão entre os seus moradores. Os próprios miasmas psíquicos que se enquistam durante o dia no ambiente do lar, atraídos pelos desentendimentos comuns da família, desintegram-se sob o impacto vigoroso da prece e da força crística que se evola do culto aos ensinamentos do Cristo-Jesus.


Mesmo que se dê muito valor ao fenômeno mediúnico, que impressiona, deslumbra ou convence, mas nem sempre converte, a reunião no lar não pode prescindir da oração e da leitura do Evangelho do Mestre, em cujos clarões alimentam-se os postulados do Espiritismo. Ninguém ainda doutrinou o homem de modo tão fácil e compreensivo quanto Jesus, cujos ensinamentos, da mais alta filosofia espiritual, exerceram os seus efeitos terapêuticos até nos corações empedernidos. As sessões espíritas, no recinto doméstico, desde que se orientem pela palavra do Sublime Amigo, transformam-se em extraordinários recursos de doutrinação espiritual para os infelizes espíritos perturbadores, embora eles sejam dispensados de "falar" diretamente pelos médiuns.


Os trabalhos mediúnicos no seio da família beneficiam grandemente os próprios parentes desencarnados, que porventura ainda se encontrem em dificuldades no Além e precisem ser assistidos no próprio ambiente onde viveram fisicamente. Mas nem sempre é conveniente promover no lar o desenvolvimento de médiuns, o tratamento de obsessores e o intercâmbio com as falanges perturbadas ou vingativas.


As crianças, principalmente, são as mais sensíveis aos fluidos mórbidos, deletérios ou agressivos que os espíritos sofredores e perturbados disseminam no ambiente doméstico depois do intercâmbio mediúnico.


Elas ficam desassossegadas, impertinentes e temerosas, pois o seu perispírito, ainda bastante deslocado do corpo físico, sofre com mais violência os impactos mórbidos do mundo astral.


É evidente que a criança também possui o seu protetor espiritual atuando do "lado de cá" e que a protege desde o seu despertar até proporcionar-lhe o sono tranquilo. Mas, contudo, não é sensato sobrecarregar o trabalho e a vigilância dos guias pela atração imprudente de fluidos repulsivos ou doentios dos espíritos perturbados.


Os chamados "quebrantos", torpores musculares e prostrações hepáticas, muito comuns na criança em sua primeira infância, nem sempre são frutos dos fluidos nocivos dos encarnados.


Não raro, trata-se da absorvência do fluido ruim que ainda flutua no ambiente doméstico depois da sessão agitada e mórbida, na qual se comunicaram almas sofredoras, desatinadas ou rebeldes. Malgrado o esforço e a abnegação dos guias para dissolverem em tempo os coágulos fluídicos, que, às vezes, permanecem à altura do cérebro, da região cardíaca ou hepatointestinal dos pequeninos seres, o seu padrão vibratório mais sutil os impede de exercerem uma ação direta mais eficiente. Então recorrem à intuição, aconselhando os encarnados a se socorrerem de passes ou benzimentos "corta fluidos", com os entendidos e principalmente com as vovozinhas ainda peritas em desmanchar o "quebranto" ou o "mau olhado".


Depois da sessão mediúnica de doutrinações de espíritos sofredores ou rebeldes, os seus fluidos mórbidos pairam estagnados no ar e ali ficam por algum tempo até serem dissolvidos pela freqüência espiritual superior da família, ou então expulsos pelos técnicos do "lado de cá". Desde que é preciso higienizar o ambiente onde os espíritos de natureza superior farão depois seu intercâmbio mediúnico, a fim de evitar-se a saturação fluídica nociva, é evidente que depois dos trabalhos no lar angustiosos, violentos ou agressivos, de entidades "das sombras", ainda se torna mais urgente limpá-lo dos fluidos e miasmas que podem enfermar os seus moradores.


[important]Por: Ramatís - do livro: “Elucidações do Além”
Fonte: Missão de Luz[/important]