5 de fev de 2013

As práticas mágicas populares

GuiasOcorre um conflito entre dois caminhos. Um é a integração dos cidadãos hodiernos à práxis, bem informados o que redunda senão na renúncia total às tradições que não se encaixam mais na sociedade, no mínimo na sua reinterpretação de acordo com valores da consciência coletiva.


O outro é a exclusão dos ritos populares, o que não contribui em nada e denota comportamento sectário. Há ainda os que preferem fazer ritos ditos "puros", de preferência só com estudo e sem atender os reclames dos consulentes.


Exatamente por não ter codificação doutrinária que a engesse, a umbanda se mostra solução original: dedicada tecelã, movimenta os fios num liame de continuidade para as práticas mágicas populares, inserindo-as na dominância filo-religiosa negro-ameríndia, amalgamada com a prática cristã-espírita-mediúnica.


A umbanda é inclusiva, não sectária, sem proselitismo, tecelã de uma colcha viva do Pai Maior, que é toda luz e se faz com a costura de muitos retalhos, divina agulha que pacientemente alfineta as almas rumo ao amor, dando o tempo necessário a cada consciência para a unificação cósmica; daí a diversificação que cada vez mais se fará unidade. Assim, os sortilégios e os fetichismos serão amainados qual tenaz camelo que atravessa um deserto causticante.


Refleti que a eleição do ser é de foro íntimo e deveis procurar agremiação que vos conduza a um estado psicológico condizente com vossos anseios espirituais. Quando transferis para os outros valores e crenças internos, exteriorizando -os na forma de padrões de conduta que excluem, como faziam aos banidos hereges do pretérito, contrariais o amor que nada impõe, uma vez que orienta e esclarece sem estabelecer julgamentos, dando a cada consciência a oportunidade sublime de usar a razão, fundamentando a amorosidade que unifica, não a que separa a coletividade umbandista.


[important]Por: Ramatís - Médium: Norberto Peixoto - Livro: A missão da Umbanda
Fonte: Missão de Luz[/important]