21 de jan de 2013

A sala de aula da vida

estudo, umbanda, mediunidade, doutrinaOs alunos, sentados cada um à sua mesa, no Educandário que cursavam, ouviam as sabias palavras do seu professor, como que embevecidos pelos ensinamentos dados pelo mestre.


Para aquela turma era uma oportunidade que lhes era oferecida a fim de que aprendessem, crescessem e fossem alguém. Estavam felizes por isso.


Mas, em uma carteira isolada, havia outro tipo de aluno, rapaz ainda, que em seu estereotipo já se podia fazer ideia de seu interesse. Olhava pela janela, diante de tudo, alheio ao que falava o professor. Não estava feliz, nem à vontade naquele local.


Já ao final da aula, o professor, sempre atento ao seu legado, colocou no quadro negro um exercício dificílimo, pedindo com muita seriedade que este, valendo nota, deveria ser entregue no dia seguinte.


O aluno alheio, ao qual chamaremos de “B”, em um “momento solene” voltou a si e se viu diante dos fatos apresentados. Teria que entregar um trabalho que lhe valeria a passagem de ano. Pior, ele não sabia de nada do que estava escrito no quadro. Desesperou-se...


Ao final da aula, foi a um dos alunos mais atentos da sala e lhe pediu auxilio. Esse lhe disse, claramente, que o dever era individual e que cada um deveria se virar.


“B” foi para casa arrasado. Não ousou se quer falar com os pais sobre sua angustia, pois o castigo viria a galope e adeus fim de semana.


Não almoçou direito e sequer desceu para o jantar, afirmando estar indisposto. E realmente estava, pois criara ante a sua verdade uma indisposição. Estava diante de uma “cobrança” do que lhe fora dado.


Dormiu afinal, já cansado e sem perspectiva de auxilio ou saída para a prova do dia seguinte. Ao adormecer sentiu alguém lhe tocar e se viu numa sala de aula bem grande, com diversos professores, dentre ele o Mestre que lhe pedira o trabalho.


“B”, falou o professor, você teve todas as chances possíveis de aprender as matérias e apontamentos dados neste ano letivo, mas nunca se interessou e virou sua costa para o ensino sadio e esforçado. Agora terá que se ver diante da sua verdade para que colha os frutos do plantio de ontem.


Porem, filho tenha coragem e seja realmente você, não fugindo ao dever que lhe é colocado nas mãos, não como imposição, mas como fonte de crescimento. Encare-o com o que tem de melhor e seja verdadeiro. Só assim você poderá estar tranquilo e ter paz. Agora durma e acorde disposto para um novo dia.


Dia seguinte. Sala de aula. Começou a arguição oral e o professor chama logo de primeira o aluno “B”.


- Fale, “B”, da conclusão tirada de seu trabalho.


- Senhor, falhei e não fiz meu trabalho como me pediu.


- Oh, meu filho! É uma pena, pois a você foram dadas as mesmas chances e condições de ensino que seus colegas. E agora, “B”? o que fazer diante desse impasse?


- Falhei, Senhor. É só o que sei.


- “B”, lhe direi o que fazer. Dar-lhe-ei a chance da 2ª época, pois foi verdadeiro e todos têm o direito a uma segunda chance para reabilitar-se. Mas veja que, quantas vezes virar a costa para seus deveres em detrimento dos prazeres, tantas vezes terá que repeti-lo, até que os aprenda e cumpra!


Agora preste atenção no decorrer da aula e na elaboração dos trabalhos dos teus colegas, pois eles serão para você exemplos vivos. Eles disseram “sim” ao chamado de aprendizado e esclarecimento. Vá, “B”, sente-se na carteira lá atrás e ouça, a fim de aprender para que tenha um amanhã sadio. Tem mais, filho, veja que minha atitude não é castigo ou punição para te envergonhar ante os outros, mas cada um conforme seu merecimento.


Esforce-se para amanhã ser uma arvore que dá frutos, pois todos esperam isso de você, principalmente eu.


“B”, olhando resignado o mestre a sua frente, baixou a cabeça e chorando, pediu perdão.


- Perdão Senhor, faltei com minha palavra, falhando com a sua...


- Não peça perdão a mim, filho. Mas a você...Erga-se e continue a caminhar! O tempo não para e como disse, aguardamos seus frutos!


Passando-lhe a mão na cabeça, num gesto de amor paterno, o mestre conduziu as ultimas carteiras da sala de aula, a fim de que dali ele pudesse recomeçar sua “recuperação”. Como o tempo não para e sim urge, para frente da sala de aula e continuou seu trabalho de ensino aos demais.


Está é a vida, irmãos. Estas são as inúmeras salas de aula, nas classes da vida, para que cheguemos ao final do curso com o Evangelho estampado em nossos corações como Diploma Divino que Deus, através do Messias, nos propiciou.


O Mestre, lógico, é o querido Nazareno que nos conduz na Senda do Educandário do Espírito, rumo ao encontro do Pai que nos aguarda a conclusão das provas com a nota máxima do amor.


Que o Pastor Amado nos abençoe e que nos sirva de sustentáculo maior afim de que cresçamos, evoluamos e progridamos para regozijo feliz ao lado de Deus.


- Para sempre seja louvado, meu filho! Agora venha e vou lhe mostrar como faz sentido a vida com Jesus. Aqui se começa a viver a verdadeira vida...


[important]Por: Caboclo Pena Branca - Psicografia de Pai Julio - Fonte: Cruzeiro da Luz[/important]